“Tenham cuidado!”: o cabeleireiro João Carreira lançou um novo alerta sobre a tendência dos penteados super esticados, que tem dominado redes sociais e passarelas. Vídeos com rabos de cavalo e buns impecavelmente puxados — os chamados slick buns — proliferam, mas podem causar danos sérios quando usados de forma contínua.
Num dos registos partilhados, o profissional exibiu um caso avançado de alopecia por tração, chamando a atenção para as consequências de rotinas de styling muito agressivas. O aviso apela a uma mudança de hábitos e a um uso mais criterioso deste tipo de look.
Risco de alopecia por tração associado aos slick buns
A estética do cabelo extremamente liso e puxado conquistou celebridades e influenciadores, mas a pressão contínua nos fios tem um custo. Quando o cabelo é preso com força e os produtos fixadores são usados diariamente, o estiramento repetido causa microtraumas no folículo.
Com o tempo, esse processo provoca um enfraquecimento progressivo: o folículo enfraquece e a fibra deixa de regenerar-se naquela zona, resultando em áreas com densidade reduzida — especialmente na linha frontal. Esta relação entre técnica e dano já está documentada em salões e consultas de especialistas.
Exemplo clínico mostrado por João Carreira e o impacto visível
No vídeo partilhado recentemente, o cabeleireiro apresentou uma cliente com perda evidente na zona frontal. A área afetada já mostrava uma redução de espessura de cerca de um centímetro, evidência de vários meses de tensão repetida.
O profissional explicou que, além da estética comprometida, há risco de perda permanente se a prática não for interrompida a tempo. Este caso ilustra bem como um penteado trendy pode transformar-se numa condição crónica quando não há cuidados preventivos.
Para minimizar danos imediatos, o aconselhamento foi claro: usar este look pontualmente — por exemplo, em eventos especiais ou festas — e não como estilo diário. Esta recomendação evita a exposição contínua do folículo a forças mecânicas que o debilitam.
Como identificar cedo e medidas práticas de prevenção
A identificação precoce começa pela observação de sinais simples: afinamento progressivo na linha capilar, maior quebra na raiz e zonas com menos densidade. Ao reconhecer essas alterações, é possível adotar mudanças de estilo para limitar o dano.
Alternativas imediatas incluem soltar o penteado, reduzir o uso de elásticos apertados e optar por texturas menos agressivas. Além disso, o uso de produtos específicos recomendados por profissionais pode reforçar a fibra e proteger o couro cabeludo durante os períodos em que se recorre ao penteado.
Tratamentos disponíveis e quando procurar ajuda especializada
Quando a perda já é perceptível, o encaminhamento para um especialista é essencial. Um dermatologista ou tricologista pode avaliar a extensão do dano e propor opções terapêuticas adequadas, desde cuidados tópicos a intervenções clínicas.
Além das orientações profissionais, existem tratamentos de farmácia que auxiliam na recuperação e manutenção capilar. Combinar acompanhamento técnico com mudança de hábitos diários costuma ser a estratégia mais eficaz para recuperar densidade e evitar o agravamento.
Um caso ilustrativo: uma cliente fictícia que passou a alternar penteados, introduziu produtos indicados por um profissional e reduziu o uso de calor e tração, observou melhoria na textura e alguma recuperação da linha capilar ao longo de meses. O insight final é claro: prevenir é sempre mais eficaz do que remediar.
Apaixonada pelas artes da beleza, tenho 29 anos e atuo como cabeleireira e maquilhadora. Adoro transformar a autoestima dos meus clientes através de cortes, penteados e maquilhagens personalizadas.