Regulador avisa: pais e avós não devem fazer seguros automóvel em nome de filhos ou netos

Eis um aviso prático para muitas famílias: fazer o seguro do carro em nome de um pai ou avó para poupar no prémio pode sair muito caro. Atenção — o regulador e a Direção-Geral do Consumidor alertam para riscos legais e financeiros que normalmente ninguém conta.

Regulador avisa: risco de fazer seguro automóvel em nome de filhos ou netos

Muitos recorrem a esta prática para escapar aos prémios mais altos cobrados a condutores jovens. A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) lembra que, quando há uma declaração falsa sobre o condutor habitual, a proteção contratada pode ser anulada.

O caso do vizinho António, que colocou a apólice em seu nome porque a neta tinha uma tabela de preço mais alta, ilustra bem o problema: num acidente grave a seguradora investigou e a apólice foi contestada. Insight: uma poupança imediata pode transformar-se numa dívida avassaladora.

Por que a falsa declaração anula a apólice e quais são as consequências

As seguradoras fazem perícias e verificações rigorosas em acidentes com danos elevados. Se for apurado que o condutor principal era outro que não o titular declarado, a companhia pode invocar a cláusula de falsas declarações e recusar o pagamento.

O titular mais velho pode ficar com a responsabilidade total pelos custos do sinistro e mesmo enfrentar efeitos legais. Insight: emprestar o carro é diferente de mentir sobre quem o conduz diariamente.

O que fazer: passos práticos para proteger-te

Eis uma lista simples e direta para evitar problemas. Segue estes passos e nunca mais fiques com dúvidas sobre quem deve constar na apólice.

  1. Informa a seguradora sempre que existe mais do que um utilizador regular; basta uma chamada ou e-mail.
  2. Se o filho/neto conduz o carro diariamente, declara-o como condutor habitual para não haver surpresas.
  3. Pede ao mediador por escrito todas as condições do contrato; exige que fique tudo em Português.
  4. Questiona alternativas legais: franquias, bônus de família ou apoios que possam reduzir o prémio sem falsificar dados.
  5. Guarda cópias de toda a documentação e regista quem usa o veículo — uma nota simples resolve muitos litígios.
  6. Se desconfiar de aconselhamento indevido por parte de um mediador, contacta a ASF antes de assinar.

Insight: a transparência junto da seguradora é a defesa mais simples e eficaz.

Seguro de saúde, cartões e vendas agressivas: atenção ao que assinas

O guia conjunto da ASF e da Direção-Geral do Consumidor (DGC) distingue claramente seguro de saúde de cartão de saúde. O seguro transferirá riscos financeiros de tratamentos para a seguradora; o cartão oferece descontos em consultas.

As vendas ao domicílio e excursões comerciais ainda atingem muitos seniores. Há proteções: contratos fora da loja devem estar por escrito em Português e existe o direito de arrependimento de 30 dias. Insight: informa-te sempre antes de assinar para não comprares gato por lebre.

Atenção final: antes de assinares qualquer apólice, basta uma verificação simples — pergunta quem é o condutor habitual no contrato e exige prova por escrito. Dica extra: guarda um ficheiro com todas as apólices e contactos; em caso de dúvida, contacta a ASF ou a DGC — e assim, acabou o susto e fica a segurança.

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