Quase dez anos se passaram desde que 600 quilos de moedas foram encontrados, e agora os arqueólogos revelam quem guardava o maior tesouro romano

Quase uma década depois do achado que deixou historiadores boquiabertos, surgem respostas sobre quem guardava aquele acervo romano. A descoberta mudou a forma como se vê a presença romana no sul da Península Ibérica.

Olha: o que parecia um monte de recipientes enterrados revelou-se um dos maiores cofres do período tardio. Pronto, tu vais perceber porquê isto importa.

Achado de 600 quilos em Tomares: o contexto do achado

Durante obras de canalização no Parque El Olivar Zaudín, a 10 km de Sevilha, operários descobriram 19 ânforas cheias de moedas de bronze datadas do século III-IV. Dez recipientes romperam-se nas máquinas; as restantes nove estavam seladas e intactas.

O Ministério da Cultura da Andaluzia destacou que o conjunto parece ter sido guardado deliberadamente num espaço subterrâneo. Pois é: ficaram ali por cerca de 1 700 anos, até serem trazidas à luz em 2016.

Quem guardava o maior tesouro romano?

Os arqueólogos hoje apontam para uma hipótese clara: estas moedas seriam parte do pagamento dos soldados romanos ou do tesouro local sob a supervisão dos responsáveis municipais do Bajo Guadalquivir. Faz sentido? Sim. Em tempos de instabilidade, guardar o pagamento de tropas em recipientes subterrâneos era uma solução prática.

Imagina o gestor local — chamemos-lhe Manuel na narrativa — a preparar o pagamento dos soldados e a decidir: melhor enterrar do que arriscar saques. A diretora do Museu Arqueológico de Sevilha, Ana Navarro, envolveu equipas de Itália, Inglaterra e França para catalogar o achado.

O valor arqueológico e o que as moedas revelam

As peças têm efígies de imperadores como Constantino, Diocleciano e Maximiano. Cada moeda pesa cerca de 8–10 gramas; muitas têm banho de prata e parecem nunca terem sido usadas. Resultado: não é só riqueza material, é um arquivo social e econômico.

O estudo em curso, em 2025, ajuda a entender padrões de pagamento, circulação monetária e iconografia. Basta olhar para as alegorias de abundância no reverso para perceber o simbolismo político e económico da época.

Como este achado muda a leitura do Império Romano

O tesouro de Tomares oferece pistas sobre como as autoridades locais geriam fundos e protegiam pagamentos em momentos de crise. Serve também como base para comparar outros achados europeus.

Quer visitar? O museu local tem peças em exibição e o trabalho de catalogação continua. Acaba por ser um convite à história viva — e um lembrete de que o passado ainda guarda segredos à espera.

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