Eis uma mudança discreta que já se nota nas obras e nas casas novas: o tradicional bidé começa a desaparecer. O motivo? Espaço reduzido, rotinas diferentes e um gosto maior pelo minimalismo.
Por que o bidé está a desaparecer nas casas de banho modernas
Nas construções recentes a prioridade é a funcionalidade: cada metro conta. O bidé, antes visto como essencial, passou a ser encarado muitas vezes como um incómodo que reduz a circulação e limita o layout.
Há também uma mudança cultural: gerações mais jovens preferem soluções rápidas e integradas. Pergunta-te: o valor sentimental do objet o compensa perder centímetros preciosos na casa de banho?
Insight: quando o espaço é curto, a remoção do bidé costuma devolver conforto e permitir móveis mais úteis.
Alternativas práticas que substituem o bidé nas casas de banho modernas
A opção mais comum nas novas casas é o chuveiro higiénico — um chuveirinho lateral simples, discreto e que não ocupa espaço extra. Em países como Japão, França e Reino Unido já é corrente; em Portugal começa a ser tendência.
Para quem procura tecnologia, as sanitas inteligentes (washlets) oferecem jatos ajustáveis, secagem e assentos aquecidos. Custos típicos variam entre 700€ e 3.000€, ao passo que um chuveirinho custa entre 30€ e 100€.
Insight: há alternativas para todos os orçamentos — basta escolher a que se adapta ao teu dia a dia e ao teu bolso.
Se queres ver a instalação do chuveirinho e entender a simplicidade da intervenção, este vídeo mostra passo a passo.
Como decidir se deves manter ou remover o bidé na remodelação
Passo 1: Avalia o uso real. Se usas o bidé todos os dias, mantém; se só serve de prateleira, pensa duas vezes. Qual é o perfil dos futuros moradores?
Passo 2: Mede o espaço. Em casas pequenas, remover o bidé pode permitir uma cabine de duche maior ou um móvel extra que aumenta a funcionalidade.
Passo 3: Conta o custo da canalização: reformar para instalar ou remover o bidé pode encarecer a obra. Lembra-te de comparar o preço de uma sanita inteligente com a solução barata do chuveirinho.
Exemplo: a vizinha Ana, que renovou um T0 em 2025, trocou o bidé por um móvel extra e ganhou espaço para um duche mais confortável — e nunca mais teve arrependimentos.
Insight: alinha a decisão ao uso real, ao orçamento e ao público-alvo do imóvel.
Vantagens e desvantagens: fatores a considerar antes de tirar o bidé
Vantagens de manter: higiene superior, redução do consumo de papel e conforto para pessoas com mobilidade reduzida. A presença do bidé também pode interessar a compradores mais tradicionais.
Desvantagens: espaço ocupado, dificuldade na canalização e uso ocasional que transforma o bidé em elemento inútil. Pergunta-te: vale a pena reservar metros a algo que raramente é usado?
Insight: se o uso é regular, a manutenção compensa; se é esporádico, alternativas integradas são mais sensatas.
Para quem prefere ver opções tecnológicas, este vídeo explica o funcionamento e as diferenças entre modelos de sanitas com lavagem integrada.
Manutenção e truques: como evitar calcário e salpicos
Para quem mantém o bidé, uma boa prática é garantir água quente e lavar pontualmente com uma solução natural: vinagre e bicarbonato removem calcário sem agredir as superfícies. Atenção à vedação das conexões para evitar fugas.
Se optares pelo chuveirinho, instala um suporte bem posicionado para evitar salpicos e prolongar a vida útil da mangueira. Um pequeno investimento em fixações evita problemas futuros.
Insight: uma manutenção simples poupa dinheiro e mantém a casa de banho funcional por mais tempo.
Dica bónus: para quem quer combinar economia e conforto, basta trocar o bidé por um chuveirinho bem instalado e guardar a poupança da obra numa caderneta — assim cria-se um pequeno fundo para futuras intervenções, tal como faziam os avós com bom senso. Acabou o desperdício e ganha-se tranquilidade.
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