“Em média, nos últimos 20 anos, as seguradoras pagaram apenas 3% dos prejuízos aos proprietários”

Eis20 anos as seguradoras pagaram apenas 3% dos prejuízos aos proprietários. Como é que isto acontece e o que podes fazer para não ficar a braços com prejuízos sem resposta?

Por que as seguradoras pagaram apenas 3% dos prejuízos aos proprietários

Muitas vezes o problema não é só a recusa, mas a combinação de apólices mal lidas, falta de provas e prazos perdidos. Há cláusulas escondidas e franquias altas que reduzem drasticamente o valor que chega ao bolso.

Um vizinho, o Manuel, achou que tinha cobertura total até que um sinistro mostrou o contrário: fotos antigas, orçamentos sem data e comunicações por sms não contaram. A chave

Insight: perceber as cláusulas e guardar provas evita surpresas e aumenta a tua hipótese de receber.

Como verificar a tua apólice e aumentar a hipótese de receber

Primeiro, lê a apólice com atenção. Não te esqueças das secções sobre exclusões, franquias e valores de indemnização. Se houver termos que não compreendes, pede um resumo por escrito à seguradora.

Segue estes passos práticos e fáceis de aplicar:

  1. Reúne documentos: apólice, propostas, e-mails e fotografias com data.
  2. Regista o sinistro: faz uma declaração por escrito no momento, com testemunhas se possível.
  3. Obtem orçamentos: de pelo menos dois fornecedores diferentes e guarda faturas.
  4. Segue os prazos: comunica dentro dos prazos da apólice e guarda comprovativos de envio.
  5. Comunica por escrito: evita só telefonemas — e guarda tudo.

Exemplo: o Manuel começou a tirar fotos com data no telemóvel assim que detectou um problema; isso tornou a sua reclamação mais credível. A vantagem de estar organizado traduz-se em menos bloqueios e mais velocidade na resposta.

Insight: uma pasta organizada com provas aumenta muito as hipóteses de ver o sinistro resolvido a teu favor.

Vê este vídeo para perceber como enviar uma reclamação formal e quais os sinais que a seguradora pode usar para recusar.

Ações práticas quando a seguradora recusa pagar

Se a resposta for negativa, não fiques parado. Primeiro, pede por escrito a justificação detalhada da recusa. Depois, prepara-te para escalar a situação.

Segue estes quatro passos claros:

  1. Reclamação interna: envia uma reclamação formal para o serviço de atendimento da seguradora com toda a documentação.
  2. Provas adicionais: junta relatórios técnicos, orçamentos finalizados e quaisquer testemunhos.
  3. Recurso à ASF: se a seguradora mantiver a recusa, apresenta uma reclamação à Autoridade de Supervisão de Seguros (ASF).
  4. Arbitragem ou tribunal: quando necessário, recorre à arbitragem ou a apoio jurídico — mas só depois de esgotadas as vias anteriores.

Exemplo: uma proprietária conseguiu reverter uma recusa ao entregar um laudo técnico que comprovava o dano original; a seguradora abriu novo processo. Persistência e documentação clara são determinantes.

Insight: não aceitar a primeira resposta e usar os canais formais pode transformar um «não» numa indemnização.

Este vídeo explica o processo de reclamação à ASF e o que preparar antes de enviar o dossier.

Dicas rápidas para nunca mais perder direitos num sinistro

Atenção aos prazos e às comunicações. Basta um atraso ou uma prova em falta para complicar tudo. Guarda cópias digitais e físicas de tudo.

Uma lista curta para aplicar já:

  • Fotografa imediatamente danos com data visível;
  • Guarda mensagens e confirmações por escrito;
  • Reúne orçamentos e faturas com carimbos ou assinaturas;
  • Consulta um técnico quando houver dúvida sobre a origem do dano;
  • Regista testemunhas e pede declarações simples por escrito.

Truque final: faz uma revisão anual da apólice numa tarde calma, com café, para veres se precisas de ajustar coberturas antes que algo aconteça. Assim

Insight: pequenas ações regulares evitam grandes problemas no futuro — e tu controlas isso com método e calma.

Deixe um comentário

eight − 8 =