Eis a situação: foram publicadas as novas tabelas do IRS com entrada em vigor a partir de 1 de janeiro de 2026, mas a Segurança Social e a CGA vão só aplicá‑las a partir de fevereiro. O imposto cobrado a mais em janeiro será regularizado nesse mês.
Segurança Social e CGA adiam aplicação das novas tabelas do IRS para fevereiro — o que isso significa
A razão é técnica: apesar do despacho produzir efeitos desde o início do ano, a Segurança Social e a Caixa Geral de Aposentações processaram janeiro com as tabelas antigas e farão o acerto em fevereiro. Ou seja, se és pensionista e viste a retenção como antes, não te alarmes — haverá devolução do valor retido a mais.
Atenção: as empresas e outras entidades pagadoras foram chamadas a aplicar as novas tabelas já em janeiro; se não o fizerem, têm de corrigir em fevereiro segundo as regras do Código do IRS. Insight: basta confirmar o recibo de janeiro e guardar o comprovativo para acompanhar a correção.
Como vais perceber a diferença no teu vencimento ou reforma
As tabelas de 2026 reduzem as taxas do 2.º ao 5.º escalão, atualizam os degraus em 3,51% e aumentam o mínimo de existência para 12.880 euros. Por isso, a retenção mensal desce para a maioria das pessoas e há isenção total até 920 euros brutos por mês.
Queres um exemplo claro? Um trabalhador solteiro sem filhos com 1.000 euros brutos passará a entregar 35 euros de IRS por mês em vez de 56 euros. Insight: pequenas diferenças mensais fazem uma grande diferença na gestão do orçamento familiar.
Outro exemplo prático: para quem aufere 1.200 euros há uma descida de 11 euros mensais (de 107 para 96 euros). Com vencimentos mais altos, a redução mantém‑se, por exemplo 2.500 euros reduzem a retenção em 21 euros por mês.
O que muda nas tabelas do IRS: isenção até 920 euros e ajustes práticos
As tabelas asseguram que a taxa de retenção é de 0% até 920 euros brutos mensais, alinhando com o novo salário mínimo. Isto vale também para pensões até esse valor, que não terão retenção de IRS.
Além das taxas mais baixas, a percentagem a reter depende da situação pessoal: se és solteiro ou casado, se tens filhos ou se o cônjuge também aufere rendimentos. Insight: verifica a tua situação pessoal na entidade pagadora para garantir que a retenção reflete a realidade familiar.
Exemplos práticos: quanto vais ganhar a mais e o que isso muda nas contas
Alguns exemplos para orientar: para 1.600 euros brutos a retenção baixa de 205 para 192 euros. Para 3.500 euros a queda é de 879 para 857 euros. Estes valores variam se tens filhos ou se és casado com rendimentos próprios.
Percebes que não é um aumento direto de salário, mas sim menos imposto na fonte — o resultado prático no teu orçamento é imediato. Insight: se procuras poupar ou pagar dívidas, usa este alívio mensal com objetivo, não o deixes evaporar-se.
O que deves fazer agora — atenção aos prazos e aos comprovativos
Confere sempre o recibo de vencimento ou o comprovativo da pensão de janeiro. Se vês que a entidade pagadora não aplicou as novas tabelas, guarda os documentos: haverá correção em fevereiro e o montante retido a mais será ajustado.
Consulta o Portal das Finanças para ver as tabelas publicadas e confirma se a tua situação pessoal está corretamente declarada. Eis o truque: um telefonema curto ao departamento de pessoal ou uma passagem pela junta pode resolver um erro que te custaria meses. Insight: a verificação simples evita surpresas e protege a tua poupança.
Casos reais para entender melhor — Maria, a pensionista, e António, o trabalhador
Maria recebe uma pensão de 850 euros. Em janeiro viu retenção por erro processual; em fevereiro a correção devolverá o montante cobrado a mais e a partir daí a reforma ficará isenta, como manda a nova tabela. A história lembra a avó que guardava a caderneta de poupança na gaveta e verificava cada talão.
António tem 1.200 euros e dois filhos. Este mês pagou menos IRS e terá fluxo de caixa melhor para as compras da escola. Não é magia: é ajustar e acompanhar. Insight: pequenas atenções mensais transformam o conforto financeiro ao fim do ano.
Como acompanhar e onde confirmar — passos simples para não perder apoio nem reembolso
Consulta as tabelas no Portal das Finanças e verifica o despacho da secretária de Estado dos Assuntos Fiscais. Se tens dúvidas, dirige‑te à entidade pagadora ou contacta a Segurança Social/CGA: a correção em fevereiro acontece automaticamente, mas é sempre bom confirmar.
Basta um olhar ao recibo, uma ligação e guardar o comprovativo. Assim evitas perder apoios por prazos ou erros simples. Insight final: atenção e paciência — com esses dois ingredientes, nunca mais serás apanhado de surpresa nas tuas finanças.
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