As energias intermitentes de aceitação obrigatória pela rede e pagas a preços (políticos) altos e com potências instaladas exageradas, inviabilizam centrais de base com custos de produção baixos, não substituem a potência firme de centrais convencionais e encarecem a energia elétrica no geral.

Todo e qualquer investimento tem que ter retorno, e armazenar energia não corresponde à criação de nada, pelo contrário, há energia que se perde no processo. Assim, o investimento em armazenamento só pode ser pago com o aumento do preço de venda da energia.

O argumento mais utilizado pelos defensores da ideia de que “quanto mais energias renováveis menor será o preço da eletricidade” consiste em dizer que o preço no mercado ibérico (MIBEL) desce quando há mais potência renovável na rede e sobe quando há menos. Este argumento

As duas últimas centrais a carvão operavam, segundo dados da REN, com uma potência instalada conjunta de 1756 MW e o seu encerramento antecipado é justificado com a “deterioração das condições de mercado”. É uma explicação que pouca gente consegue assimilar completamente.