Senhor, eu amo-Te!

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Fechou um ano, abre-se outro. A vida segue, mesmo depois da morte. Segue a nossa vida, por mais que nos atormente a dor da partida de quem Deus chama. Segue no Céu a vida desse mesmo que nos deixa e o Senhor acolhe na Sua paz.

O Papa emérito Bento XVI, terminou a última jornada na vinha do Senhor e transitou para a casa do Pai no último dia do ano da Graça de 2022. “Signore, ti amo” – foram as últimas palavras que vocalizou. O sábio honrou a humildade que o distinguia, de perito teólogo no Concílio Vaticano II, a prefeito da Congregação para Doutrina da Fé onde enfrentou a heresia marxista da Teologia da Libertação, fiel colaborador do Papa João Paulo II, ao pontífice filósofo que conciliou a fé e a razão e contestou o relativismo pós-moderno totalitário, que nos calhou sofrer. Recolheu-se quando a saúde já não lhe permitia arrostar com o vendaval interno do aggiornamento dos costumes, mas manteve a fidelidade doutrinária. Simbolicamente, o seu trânsito prenuncia o agravamento da heresia relativista na Igreja que justifica a degeneração interna da disciplina moral.

Foi também por causa do combate cultural à heresia relativista neo-marxista e à luta patriótica contra a corrupção de Estado e a dissolução social que nasceu o Inconveniente. E nesse trabalho humano, divinamente inspirado, continuamos destemidamente livres no modo e fielmente sujeitos à verdade.


António Balbino Caldeira
Diretor

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