Religiosos impedem massacre e Papa reage: “Também eu me ajoelho nas ruas de Mianmar”

Depois do crescimento da violência das forças de segurança nos protestos em Mianmar, que tornou o gesto da Irmã Ann Nu Thawng num símbolo de coragem na mediação pela paz (entretanto repetido por outros religiosos em várias ocasiões), é a vez do Papa Francisco lançar um apelo e juntar-se à comunidade religiosa local que tem impedido um massacre.

Padre Celso Ba Shwe posiciona-se entre manifestantes e polícia, Loikaw, 9-03-2021


Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, 18-03-2021, o Papa estendeu os seus braços e pediu que “prevaleça o diálogo”:

“Mais uma vez e com grande tristeza, sinto a urgência de evocar a dramática situação em Mianmar, onde muitas pessoas, sobretudo jovens, perdem a vida para oferecer esperança ao seu país. Eu também me ajoelho nas ruas de Mianmar e digo: pare a violência! Também eu estendo os meus braços e digo: prevaleça o diálogo! O sangue não resolve nada. Prevaleça o diálogo!”

Não é, contudo, o primeiro apelo do Pontífice para a paz em Mianmar. O primeiro foi no Angelus de 7 de fevereiro, dias após o golpe militar de 1º de fevereiro, o segundo na Audiência Geral de 3 de março e o terceiro no dia 15 de março, através do cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin.

Segundo a ONU, são já pelo menos 149 os mortos desde o início dos protestos, 57 só no último final de semana, o mais sangrento desde o golpe militar de 1º de fevereiro.

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