Racismo socialista

O Governo socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista, criou um Grupo de Trabalho para a Prevenção e o Combate ao Racismo e à Discriminação.

Segundo a nota para a comunicação social, o grupo de trabalho tem “uma composição multidisciplinar, incluindo a Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR), especialistas e representantes de associações antirracistas e representativas da sociedade civil”.

O grupo de trabalho tem como missão apresentar, até 30-6-2021, um relatório “com contributos e recomendações para as políticas públicas em matéria de prevenção e combate ao racismo e à discriminação étnico-racial”. De acordo com essa nota governaria, em concreto, o grupo de trabalho, tem como objetivos, contribuir para:

  • A sistematização da informação sobre o diagnóstico da situação em matéria de discriminação e de racismo em Portugal;
  • A reflexão acerca dos mecanismos europeus e nacionais de combate à discriminação e do futuro Observatório Independente do Discurso de Ódio, Racismo e Xenofobia;
  • A identificação de áreas prioritárias e necessidades de intervenção, apresentando propostas de medidas a integrar no futuro Plano nacional de combate ao racismo e à discriminação (até 22 de março).

O governo de António Costa prepara, então, um novo organismo de vigilância da expressão de cidadania, de acordo com a ideologia totalitária do politicamente correto: o Observatório Independente do Discurso de Ódio, Racismo e Xenofobia.

De acordo com o despacho da secretária de Estado Rosa Monteiro, publicado em 8-1-2021, o grupo de trabalho que já funciona desde 23-11-2020, tem a seguinte composição:

  • José Reis, Vogal do Alto-Comissariado para as Migrações, I.P. (coordenador);
  • Alexandra Castro, perita nacional do Comité Consultivo da Convenção Quadro para a Proteção das Minorias Nacionais e investigadora no DINÂMIA’CET-IUL – Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território;
  • Ana Rita Gil, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa;
  • Anabela Rodrigues, coordenadora da Associação de Imigrantes do Grupo Teatro do Oprimido de Lisboa;
  • Bruno Gonçalves, vice-presidente da Associação Letras Nómadas;
  • Cyntia de Paula, presidente da Direção da Casa do Brasil;
  • Cristina Milagre, adjunta no Gabinete da Secretária de Estado para a Integração e as Migrações;
  • Cristina Roldão, investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, CIES-IUL, e professora adjunta convidada do Instituto Politécnico de Setúbal;
  • Inocência Mata, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas (CEC);
  • Jorge Malheiros, investigador do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa;
  • Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo;
  • Marta Araújo, investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra;
  • Marta Carneiro, adjunta no Gabinete da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade;
  • Nuno Oliveira, Investigador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, CIES-IUL, e professor auxiliar convidado do ISCTE-IUL;
  • Péricles Pina, jurista da equipa de apoio à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial;
  • Sónia Matos, presidente da Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas.

A maior evidência é a do ex-assessor do Bloco de Esquerda, Mamadou Ba, natural do Senegal, conhecido por afirmações indecorosas como chamar “bosta da bófia” à PSP, e racistas, como em 22-11-2020, “nós temos é que matar o homem branco, como sugeria o Fanon”, e pelo recente insulto à memória do falecido, em 11-2-2021, tenente-coronel comando Marcelino da Mata, o militar, português nascido na Guiné, mais condecorado (Torre e Espada, cinco Cruzes de Guerra, etc.), a quem chamou “criminoso de guerra”. Em contraste, não é conhecida nenhuma condenação do dirigente da associação SOS Racismo ao fuzilamento de cerca de um milhar de ex-soldados portugueses guineenses, com maior dimensão para os comandos, abandonados por decisão do MFA, e fuzilados, depois da independência e até 1980, e com maior intensidade durante o governo de Luís Cabral, do PAIGC. – ver: “Guerras, paz e fuzilamentos dos guerreiros; Guiné (1970-1980)“, do coronel Manuel António Bernardo.

Para além de três sociólogos do ISCTE e um do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e assessores governamentais, destaque também para as associações “representativas da sociedade civil” como a Associação de Imigrantes do Grupo Teatro do Oprimido e a Associação Letras Nómadas.

O racismo desmobilizado progressivamente após a Segunda Guerra Mundial, as declarações da UNESCO, e a promoção dos direitos dos africanos, afro-americanos e asiáticos, segundo o conceito de que a pigmentação da pele não deveria ser causa de discriminação e de que não se devia falar em raças antrobiológicas mas em etnias culturais, volta a impor-se através da agenda-setting do marxismo cultural.

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