Quid vis, mundo?

É, no mínimo, estranho o que se passa neste momento com a pandemia da Covid-19, declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 11 de março de 2020.

As autoridades sanitárias de quase todo o mundo escudaram-se nas recomendações emanadas daquela organização mundial, que se limitaram a medidas preventivas não-farmacológicas e ao tratamento farmacológico de doentes sintomáticos com anti-piréticos e anti-inflamatórios. Onze meses depois, ela continua incontrolada e as esperadas vacinas que lhe poriam cobro não estão a chegar a todos, prevendo-se que ainda seja necessário mais de um ano para conseguir vacinar uma percentagem significativa da população nacional e mundial.

Diversos medicamentos foram propostos para prevenção ou tratamento da doença do coronavírus e foram efetuados estudos preliminares limitados que apontam alguns deles como promissores. A OMS não aprovou nem recomendou a utilização de qualquer medicamento preventivo ou curativo, usando argumentos como “não existem evidências científicas” ou “são necessários mais estudos” ou alertando para efeitos colaterais indesejáveis. Um desses medicamentos, a hidroxicloroquina, utilizado em larga escala para tratar várias doenças entre as quais a malária, foi até considerado perigoso e foram suspensos os ensaios clínicos em curso em alguns países. Não se percebe que um medicamento como a hidroxicloroquina, barato e de venda livre em muitos países com malária, seja considerado um perigo para a saúde pública.

Mas nem todos os países seguiram as recomendações anti-terapêuticas da OMS. Um desses países foi a Índia, com uma população de quase 1,4 mil milhões de habitantes. Os médicos indianos optaram pela prevenção, aconselhando a toma de um medicamento barato usado como antiparasitário, a ivermectina. Hoje, a doença do coronavírus na Índia está em declínio acentuado. É curioso este depoimento de uma australiana que reside na Índia.

Refira-se ainda que o medicamento em questão, a ivermectina, é também fabricado em Portugal, tendo sido referido na comunicação social em abril passado, e só em dezembro um grupo de profissionais de saúde efetuou um pedido à ministra da Saúde para disponibilizar o medicamento para profilaxia e tratamento da doença, segundo o Expresso de 20-12-2020.


Henrique Sousa

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