Quem se mete com a vacina, leva!

Meryl Nass, médica americana com mais de 20 anos de experiência e céptica relativamente à narrativa oficial da pandemia, foi punida pelo Conselho de Licenciatura em Medicina do estado de Maine com a suspensão imediata da sua licença para o exercício da profissão – segundo notícia de 8-2-2022 no órgão de informação Miami Herald.

O despacho de avaliação declara:

“As informações [duas queixas] recebidas pelo Conselho demonstram que a Dra. Nass é ou pode ser incapaz de praticar medicina com habilidade e segurança razoáveis para os seus pacientes por motivo de doença mental, intemperança alcoólica, uso excessivo de drogas, narcóticos ou como resultado de um condição mental ou física que interfira no exercício competente da medicina”.

As queixas apresentadas ao Conselho alegam que Nass estaria envolvida na “disseminação pública de desinformação” sobre a Covid-19 e sobre as vacinas “através de uma entrevista de vídeo no seu site”, refere o mesmo Conselho a respeito da queixa de 26-10-2021, dando uma lista de vários comentários que Nass fez e que foram objeto de investigação.

Cerca de 10 dias depois, o Conselho recebeu outra reclamação sobre Nass estar a “espalhar informações erradas sobre a Covid e a vacinação Covid no Twitter”, diz o despacho.

Fica pois evidente que as queixas não foram feitas por pacientes, mas por pessoas que leram o que a médica escreveu no Twitter e no vídeo da entrevista no seu site. Sobre como o Conselho de Licenciatura em Medicina do Maine relaciona as posições públicas de Nass com “doença mental” e dependências várias, nada se sabe.

Entre as “informações erradas” que Nass alegadamente espalhava estariam a recomendação a favor da ivermectina e da hidroxicloroquina, medicamentos não recomendados pela OMS e FDA (Food and Drug Administration) para a Covid-19.

Todavia, no estado vizinho de New Hampshire, os residentes poderão em breve adquirir ivermectina em farmácias, sem receita ou consentimento de um médico – refere o MSN em notícia de 19-1-2022. Também, segundo notícia de 10-2-2022, do Beckers Hospital Review, no estado de Oklahoma os médicos não estão sujeitos a procedimentos disciplinares por receitar tratamentos off-label (não aprovados):

“O escritório do procurador-geral de Oklahoma, John O’Connor, disse que ‘não encontra base legal para um conselho estadual de licenciamento médico processar um médico licenciado’ por usar o seu julgamento e prescrever medicamentos aprovados pela FDA em off-label (quando um medicamento aprovado para uma doença ou condição específica é prescrita para outra coisa) com o propósito de tratar a Covid-19.”

Segundo o apurado pelo IИCONVENIENTE, a receita off-label só pode causar problemas aos médicos se daí resultarem efeitos adversos de relevo. Porém, não foi o que aconteceu à médica Meryl Nass, que por dar entrevistas em vídeo e emitir opiniões no Twitter desalinhadas da narrativa oficial estatal viu um procedimento disciplinar ser desencadeado. Não foram os pacientes dela que se queixaram, mas, segundo transparece, zelosos “polícias do pensamento” da internet.

Sobre o controverso fármaco ivermectina, tema esse que o IИ tem acompanhado com atenção, as últimas notícias dão conta de dois estudos recentes realizados no Brasil e Canadá, mas com conclusões opostas. O estudo brasileiro abrange um número bastante significativo de casos e conclui que há redução evidente de infeções, internamentos e mortes no grupo que fez uso profilático da Ivermectina e já foi revisto por pares. O estudo canadense considera um número muito inferior de casos e conclui que não há vantagens na utilização da ivermectina em doentes com comorbidades, não tendo sido ainda revisto por pares.

A discussão em torno da ivermectina foi transformada numa questão política, tendo os ensaios clínicos vindo a ser bloqueados pelo poder económico ligado à vacinação em massa, não havendo até agora evidências da sua eficácia na prevenção ou tratamento da Covid-19. Neste bloqueio estarão envolvidas farmacêuticas, organizações e governos que contam também com a colaboração da imprensa dominante e verificadores de factos.

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Sub-diretor do Inconveniente

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