Quarentena no regresso ao Canadá em instalações designadas pelo Governo “não é opcional”

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, foi categórico, no seu perfil do Twitter, a 29-3-2021, sobre o processamento das viagens de regresso ao país, indicando que a quarentena de 14 dias é obrigatória em instalações designadas pelo Governo, após realização de testes PCR no embarque e à chegada.

Segundo fontes a que o Inconveniente teve acesso, as instalações passam por hotéis “aprovados”, que podem custar mais de dois mil dólares canadianos, a expensas próprias. No entanto, se o resultado dos testes for positivo, o cidadão será conduzido “imediatamente” a instalações do Governo designadas para esse fim.

“Se os seus resultados voltarem negativos para COVID-19, poderá ir para casa e terminar a sua quarentena obrigatória lá. Se o seu teste resultar positivo, terá que fazer imediatamente quarentena em instalações designadas pelo Governo. Isto não é opcional.”

O primeiro-ministro canadiano aponta ainda, na mesma sequência de tuítes, o site oficial em que as medidas de isolamento – “das mais rigorosas do mundo” – se encontram, com incumprimentos a motivar penas de prisão até três anos, multas até um milhão de dólares canadianos, “ou ambos”.

Não há nenhuma indicação nesta informação, além do resultado dos testes PCR, de critérios clínicos e de diagnóstico que possam ser utilizados para fundamentar a execução de tais procedimentos.

As declarações de Trudeau têm levantado inúmeras polémicas relacionadas com o cumprimento da alegada “teoria da conspiração” da construção de campos de internamento, negadas em outubro de 2020 como “desinformação”.

Segundo o serviço de informações canadiano CBC, Trudeau garantiu, nessa altura, que o seu Governo não iria remover as pessoas das suas casas para as colocar em instalações de contenção, acrescentando que as pessoas deveriam voltar-se para as instituições oficiais de saúde pública para “obter informações exatas sobre a pandemia”.

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