Popper e o aquecimento global

Karl Raimund Popper foi um filósofo e professor austro-britânico, nascido em 1902 e falecido em 1994. Ficou mais conhecido pela sua filosofia sobre a ciência. Segundo ele, uma teoria nas ciências empíricas tem que ser falsificável, ou seja, tem que poder ser posta à prova por experiências realizáveis que possam eventualmente concluir que é falsa.

Uma experiência só pode demonstrar a falsidade de uma teoria, mas nunca consegue provar que é verdadeira. A probabilidade de uma teoria ser verdadeira aumenta com o número de experiências que não a invalidam. Isto significa que uma teoria, mesmo que seja falsificável, é e continuará sempre a ser uma teoria e a sua aceitação é sempre provisória, até que alguma experiência venha eventualmente provar que é falsa.

Podemos criar uma teoria qualquer que explique os factos mas se ela não for falsificável através de experiências que possam ser realizadas, essas teorias não devem ser consideradas científicas. São meras hipóteses sem estatuto de teoria plausível.

Um exemplo de uma teoria não falsificável e portanto não científica, é a teoria do aquecimento global antropogénico. Não existe qualquer experiência que possa pô-la à prova. A teoria afirma que o excesso de GEE (gases de efeito de estufa) produzido pelo Homem provoca o aquecimento da Terra. Consegue-se imaginar alguma experiência realizável que possa demolir a teoria? Não se conhece, e os promotores dessa “teoria” não dão quaisquer pistas sobre como pô-la à prova.

Por mais indícios que possam ser invocados que levem a supor que os GEE de origem humana causam o aquecimento global, não se pode falsificar a teoria e ela não tem cabimento nas ciências.

Ou seja, a “teoria” do aquecimento global é uma das muitas hipóteses que se pode considerar para explicar um aquecimento da Terra mas que só ascenderá a teoria científica quando houver pistas sobre experiências realizáveis que a possam desmentir. Até lá, não passa de uma hipótese. Nem os indícios a favor a tornam uma teoria científica. Ela só adquire estatuto de teoria científica quando se puder fazer experiências que possam concluir a sua falsidade.

Como é, por isso, possível que uma “teoria” não falsificável seja aceite entre “cientistas”? Que os lóbis e os políticos a abracem, percebe-se! Mas não se percebe que haja “cientistas” que a levem a sério e sejam financiados para trabalhar numa das muitas hipóteses que podem explicar o aquecimento da Terra. Além disso, e apesar de, segundo Popper, não haver teorias 100% verdadeiras, esta é tratada como sendo verdade absoluta e desencadeia toda uma série de ações urgentes e drásticas que vão custar biliões e biliões de fundos dos países cujos governantes ignorantes assim o querem.


Henrique Sousa
Editor para Energia e Ambiente do Inconveniente

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Latest comments

  • Para lidar com pensamentos anormais, como o facto do homem não influenciar o ambiente, medidas igualmente anormais tem que ser tomadas, como muitos ambientalistas o fazem, e bem, mas qual é o grau de influencia do homem, boa pergunta, que não tem resposta imediata. Podem ir perguntar aquelas pessoas que foram atingidas por desastres ambientais continuados, que sofreram e sofrem na pele isso. O grande problema dos politicos (pelo menos os comprados e interessados neste estado de coisas), é que continua a ser bom espalhar a confusão.
    Esta canalha que nós elegemos (só se ofende quem tem culpas no cartório), deve passar a ser verdadeiro e quando não o é, parar de correr atrás da cauda e serem humanos de gente (homens e mulheres) e assumirem culpas ou responsabilidades. Boa Noite

  • O aquecimento global causado pela actividade humana é “falsificável”, no sentido de Popper. Temos séries de temperaturas e de concentração de CO2 (neste caso desde 1958), resultantes de medições de campo relativas a uma experiência que continua a decorrer. Basta tratar esses dados de forma adequada para se provar que é a variação da temperatura que precede a variação da concentração de CO2, ao contrário do que nos tentam impingir. E, como é sabido, a causa precede sempre o efeito.
    Para não me estar a repetir, aqui deixo links de comentários que fiz em blogue recentemente e onde levanto o “véu da ignorância” sobre algumas destas questões:
    https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/piramide-invertida-7353871?thread=36578319#t36578319
    https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/piramide-invertida-7353871?thread=36578575#t36578575
    https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/piramide-invertida-7353871?thread=36580111#t36580111
    https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/piramide-invertida-7353871?thread=36583695#t36583695
    https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/piramide-invertida-7353871?thread=36589839#t36589839
    https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/piramide-invertida-7353871?thread=36605711#t36605711
    Como “aperitivo”, algumas das afirmações que faço nesses comentários:
    «2- Em consequência da Lei de Henry e das suas limitações impostas pela curva de solubilidade do CO2 na água em função da temperatura, de elevado declive negativo para as temperaturas ambientes, tendo em consideração o ciclo do carbono na Terra é a elevação da temperatura que precede (é a causa) da elevação da concentração de CO2 atmosférico, algo que todos os paleo-registos mostram, p.e.:
    “Our analyses of ice cores from the ice sheet in Antarctica shows that the concentration of CO2 in the atmosphere follows the rise in Antarctic temperatures very closely and is staggered by a few hundred years at most,”
    (Niels Bohr Institute,
    https://www.nbi.ku.dk/english/news/news12/rise_in_temperatures_and_co2/);
    3. Numa escala temporal de menor amplitude, o referido em 2. pode ser constatado na curva de valores médios mensais de concentração atmosférica de CO2 (vd. NOAA, Mauna Loa) que, desde o início dos registos no final dos anos 50 do século passado, apresenta máximos em Março/Abril e mínimos em Setembro/Outubro, independentemente da quantidade de CO2 de origem humana;
    4. Pegando na série de valores médios mensais de concentração de CO2 referida em 3. e numa qualquer correspondente série de temperaturas (UK Met, GISS, UAH, RSS), usando apenas técnicas simples de tratamento de dados, prova-se que os extremos (máximos e mínimos) dos valores médios mensais de temperatura global (dos oceanos, da troposfera, dos continentes e por hemisfério) precedem sempre (são a causa) os correspondentes extremos da concentração de CO2 e lanço aqui o repto a que alguém prove o contrário, ficando na expectativa até à eternidade;»
    Coloco-me à disposição do Inconveniente para efectuar a prova, algo que nunca fiz publicamente dada a inconveniência.

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