Piu, piu!…

Fernando Macedo Esteves não respondeu à questão que o Ministério Público lhe colocou, quando foi inquirido, sobre se tinha sido ele quem, em 2014, prevenira o jornalista Afonso Camões de que José Sócrates iria ser detido, como este jornalista amigo de Sócrates revelou aos procuradores do processo Marquês. O todo-poderoso Esteves, armado agora em inquisidor zarolho no Polígrafo e coronel censor no Facebook, preferiu o silêncio. Perante as autoridades judiciais, é vulgar que os arrogantes piem fininho – ou nem piem…

Contou Felícia Cabrita, no Sol, em 17-11-2019, que Fernando Macedo Esteves,

“segundo os autos da Operação Marquês, avisara em 2014 um jornalista amigo de Sócrates, Afonso Camões, da iminência da detenção do antigo primeiro-ministro – como de facto viria a acontecer meses depois –, tendo o interlocutor transmitido de imediato essa informação ao também ex-líder socialista”.

Fernando Macedo Esteves é diretor e sócio maioritário do Polígrafo e está ligado a uma constelação de empresas de comunicação (nomeadamente a Alter-Ego, que prestou serviços de comunicação e de assessoria de imagem a Paulo Lalanda de Castro – arguido do processo Marquês e do processo Máfia do Sangue – e Luís Cunha Ribeiro – arguido do processo Máfia do Sangue e ex-presidente da ARS de Lisboa.

António Balbino Caldeira

Diretor

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  • Sim mas isso era quando havia vergonha na cara, hoje com a substituição do quadro de valores das “forças do bem”, pelo quadro de pontuações das “forças do mal” que nos estão a reger, piam muito e à vontade, têm juízes, canais de televisão, jornais, lançam livros e uma censura legalizada para o que der e vier.

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