Pandemia: volte-face à vista

A Gazeta do Povo publicou, em 1-6-2021, um artigo de Eli Vieira, biólogo geneticista, com o título “Tratamento precoce”: o próximo tabu a cair após a origem laboratorial?”.

O artigo versa sobre o facto das recomendações da OMS nesta pandemia serem seguidas cegamente pela maior parte dos países e reguladores de medicamentos como uma forma de fugir a responsabilidades e endossá-las a uma entidade supostamente “intocável”.

Mas a OMS errou em várias situações, desde a recomendação contra o uso generalizado de máscaras de que a Direção-Geral da Saúde, representada por Graça Freitas, também fez eco, ao apoio obstinado que deu à teoria da origem natural do vírus, passando pela não recomendação de medicamentos em tratamento precoce ou urgente e a aposta numa vacina cujo tempo de produção até à sua distribuição punha em risco a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Como sabemos, a origem do vírus está agora a ser reanalisada, sendo já quase certo que tenha sido uma fuga do Instituto de Virologia de Wuhan.

Nesta ordem de ideias, não será imprudente supor a possibilidade que outras teorias tidas como conspiracionistas e negacionistas, como a eficácia de medicamentos desaconselhados pela OMS para tratamento precoce da doença, venham a provar-se verdadeiras, como já parece estar em cima da mesa.

Nesta eventualidade, o mundo terá razões de sobra para colocar em causa a autoridade da OMS em futuras epidemias, e até responsabilizá-la pelos danos causados às populações, por manifesta negligência.

Não isentos de responsabilidade são também os média e os gigantes tecnológicos que, em nome do combate à “desinformação” e da imposição de uma narrativa única, atrasaram o debate científico e censuraram cientistas com o argumento da falta de “evidências” e de que eram necessários “mais estudos”.

Um exemplo dessa censura injusta foi o Nobel da Medicina, o virologista e médico francês Luc Montagnier, que em abril de 2020 já alertava para as características artificiais do vírus, o que contrariava a narrativa oficial de que a pandemia se teria originado de forma natural e por isso teve a sua entrevista à revista de referência em saúde Pourquoi Docteur, censurada no Facebook.

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