Pandemia: vacinas não são a única solução

A farmacêutica canadiana Appili iniciou a fase III do ensaio de um antiviral, em 3-12-2020, tendo agora expandido o ensaio dessa fase com a inclusão de vários centros de pesquisa clínica no México e Brasil, segundo a revista médica Clinical Trials Arena, em notícia de 18-6-2021.

Trata-se do Avigan (favipiravir), desenvolvido por uma empresa japonesa do grupo Fujifilm para tratamento da gripe e fora proposto pelo Japão no início da pandemia. De realçar que o Japão tem sido bem sucedido no combate à pandemia, desconhecendo-se se esse medicamento teve nisso um papel importante.

Desde o início da pandemia da Covid-19, em janeiro de 2020, prevaleceu a opinião de que a doença só seria controlada quando houvesse uma vacina. Diversas farmacêuticas de vários países envolveram-se no desenvolvimento de vacinas e estas acabaram por aparecer menos de um ano depois.

O desenvolvimento de medicamentos específicos para prevenção e/ou tratamento foi relegado para segundo plano e a utilização de medicamentos já existentes foi desaconselhada, mesmo em relação àqueles seguros e utilizados em larga escala desde há muito tempo no combate de outros agentes patogénicos. Também não foram feitos ensaios de medicamentos em larga escala pelas farmacêuticas ou pelos governos, únicos capazes de os promover dada a sua capacidade económica.

Entretanto, o vírus também evoluiu e deu origem a diversas variantes, umas mais contagiosas, outras mais letais, outras menos vulneráveis às vacinas. Pode ser que com este avanço as farmacêuticas ocidentais se sintam motivadas a procurar soluções farmacológicas para o combate da doença. Contudo, não é provável que as multinacionais farmacêuticas recorram a medicamentos com patentes caducadas, uma vez estes não lhes trazem tantos benefícios económicos.

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Latest comments

  • 1º – Os Governos acreditaram que a epidemia ficaria confinada à China.
    2º – Subestimaram a capacidade de propagação do vírus.
    3º – Acreditaram na adesão da população às medidas tardias de contenção.
    4º – Não contaram com as mutações.
    5º – Com o alongamento temporal da coisa, vem o impacto na economia, e o erros tornam-se recorrentes!

    Apesar da vacina, estamos numa fase muito semelhante ao que aconteceu em Janeiro , apenas com as vantagens :
    – Uma parte da população já vacinada, mas muito insuficiente para a IG.
    – Temperatura e Humidade menos favoráveis à propagação.
    Inconvenientes :
    – Novas mutações mais propagáveis e que começam a fugir ao controle da vacina.

    Será que os proveitos económicos da festa do SCP em Lx, Final da Champions no Porto, S. João no Porto … compensaram o que aí vem ?
    Neste momento faltam-nos vacinas para conseguir rapidamente a IG, mas também muito juízo!
    Quanto às vacinas Pt depende de terceiros, quanto ao juízo só depende de si próprio!

  • Uma vez mais, peço permissão para mandar daqui um recadito ao Sr. vereador da Prot. Civil de Lx que anda nas TVs a tentar passar as culpas das falhas de coordenação para cima dos utentes:
    – Caro Sr. vereador, “as pessoas tinham direito sim” que os funcionários pagos pelos dinheiros públicos fizessem um trabalho de qualidade, por forma a evitar que pessoas idosas e com múltiplos problemas de saúde tivessem de esperar de pé frente ao Altice Arena durante horas!
    – Se o processo de vacinação começou por ser coordenado, com marcações horárias, e segundo as informações disponibilizadas até correu bem, apesar de a hora lhes ser paticamente imposta, porque é que agora não corre assim tão bem?
    – Diga aí ao Sr. V.A. Gouveia, que no meu tempo de militar, e durante a minha carreira profissional aprendi algo que parece que lhe escapou:
    * Antes de implementar um plano , testa-se!
    * Depois do plano validado e aceite, muito cuidado com as alterações! Pelo sim / pelo não o melhor é testar de novo, ou arrisca-se a que não corra tão bem como antes da alteração!
    – Bem sei que no contexto actual esse método é um luxo, mas o que não tolero é passagem de culpas para o lado errado!

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