Palavra da “salvação”

“Salvar o Planeta” é o lema usado para convencer as pessoas da necessidade de aceitar mudanças profundas no seu estilo de vida, mas não só; também serve para atingir vários outros objectivos que constam da agenda 2030 da ONU e dos seus aliados como a WEF, a UE e demais organizações e governos alinhados.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, defendeu recentemente, no encontro anual da WEF em Davos, que os maiores perigos dos próximos anos não são propriamente os conflitos ou o clima mas a “desinformação” e a “falsa informação”, numa sugestão para a necessidade de “melhorar” a censura no mundo globalizado.

A “desinformação” e a “falsa informação” a que se refere a Sr.ª Von der Leyen é toda aquela que contraria a narrativa climática, que prejudica o clima geopolítico, que contribui para o aumento da população (movimentos pró-vida), que se opõe às absurdas políticas sanitárias e agrícolas, isto é, tudo que seja contra os objectivos da agenda globalista da ONU/WEF. Esta censura, que já se pratica nos meios de comunicação dominantes e nalgumas redes sociais via centrais de notícias e fact-checkers, precisa ser alargada e reforçada, segundo a Sr.ª Von der Leyen.

Portanto, a apregoada “salvação do planeta” não passa de uma estratégia para induzir o medo, podendo servir para tudo o que se queira, até mesmo para justificar uma ditadura. Contudo, sempre haverá resistentes, como em todas as derivas totalitárias. Por exemplo, os agricultores europeus estão em protestos há mais de duas semanas contra as políticas “climáticas” da UE, apoiados por numerosos populares que já perceberam que a “salvação do planeta” vai redundar em miséria. Mas quase nenhuma notícia sobre os protestos passa nos meios de comunicação dominantes.

Apenas quando já se torna impossível ignorar, deixa-se sair notícias falsas como esta: “Agricultores bloqueiam ruas de Berlim em protesto contra cortes nos subsídios”. Os agricultores alemães protestam contra a subida dos impostos sobre o gasóleo agrícola. E esta subida de impostos destina-se a compensar o chumbo do Supremo Tribunal à pretensão do governo de utilizar mais de 60 mil milhões de euros do PRR alemão para financiar projectos “verdes” de combate às alterações climáticas. Mais uma vez se usa a narrativa climática para empobrecer as pessoas. Nas negociações em curso, o governo admite não aumentar de imediato os impostos do gasóleo agrícola mas, para compensar, propõe o aumento de impostos sobre os produtos agrícolas! Isto é, alguém vai ter de pagar e a desculpa é sempre a mesma, o combate às alterações climáticas.

A emergência climática e a salvação do planeta são pretextos com objectivos políticos bem definidos pelos globalistas e funcionam pelo medo. Pega-se em algo como o clima, que é naturalmente variável, diz-se que está a sofrer alterações (para pior) por culpa do Homem e atribui-se tudo o que de mau acontece a essas alterações: inundações e secas, canícula e frio extremo, tempestades e falta de vento, quebras de produção, doenças, pandemias, etc., tudo é devido às alterações climáticas antrópicas.

Depois inventa-se, em nome de uma causa maior e salvadora da vida no planeta, que é preciso lançar mais impostos, encarecer a energia, justificar investimentos astronómicos nas tecnologias “verdes”, destruir a agricultura e a pecuária, apertar a censura nos meios de comunicação e redes sociais, etc.. Tudo se pode pedir ou impor às pessoas, em nome da “salvação do planeta”.

Porém, a narrativa climática só resulta para os mais crédulos, infelizmente a maioria, que não vêem maldade nos intentos dos governantes e acham que o mundo vai mesmo acabar, de acordo com a propaganda veiculada diariamente nos meios de comunicação dominantes, obedecendo a ordens dos seus patrões globalistas. Deste modo conseguem justificar a adopção de medidas drásticas para evitar a “hecatombe climática”, e recorrer, se necessário, à ditadura para reprimir e silenciar aqueles que teimam em permanecer lúcidos, não se deixando convencer pela palavra da “salvação”!

Henrique Sousa

Editor para Energia e Ambiente do Inconveniente

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Sub-diretor do Inconveniente

Latest comments

  • “A Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen,…”
    “… os maiores perigos dos próximos anos não são propriamente os conflitos ou o clima mas a “desinformação” e a “falsa informação”…”
    Sim tem razão. Alguém perto dela que a informe que é o que ela normalmente faz. Porque os comentários estão, convenientemente, desactivados, não vá alguém de longe dar-lhe umas aulitas.
    É o clima, são as energias intermitentes, são os carros electricos, é o covid19, são as vacinas, nomeadamente a novíssima “vacina” mRNA, criada por Robert Malone nos anos 80 do século passado, é a guerra Ucrânia/Russia, é a guerra Hamas/Israel, é o livre comercio, é a imigração, é o multiculturalismo, é a eleição dos komissários da URSE*, é a URSE ser democrática, é haver direita em Portugal, é o sistema colectivista ser o melhor que há, é o fórum económico mundial preocupar-se com a vida do resto da população… bom é melhor ficar por aqui, a noite é curta para continuar com tanta desinformação e falsa informação.
    *União das Republicas Socialistas Europeias
    Carlos2
    PS
    Será falsa também a notícia de que a Pfiser comprou a Season, empresa especializada em cancros de desenvolvimento rápido, porque vai ser a próxima galinha dos dos ovos de ouro?

    https://www.youtube.com/shorts/j616tzviTgo
    https://www.youtube.com/watch?v=P1vjV_ZCzJo&ab_channel=CNBCTelevision
    https://www.youtube.com/watch?v=P1vjV_ZCzJo&ab_channel=CNBCTelevision
    Novamente excelente senhor Henrique Sousa

  • Os agricultores tugas estão a pisar o risco do politicamente correcto :
    – “Quem não trabuca, não manduca” ; Isto é nitidamente um pensamento discriminatório! Desde quando é necessário trabalhar para comer ?
    (pelo menos desde que o Toni inventou o RSI).
    – “O campo não planta, a cidade não janta” ; Este para além de discriminatório, tem cariz divisionista ao pretender criar confronto entre os saloios provincianos e os betinhos urbanos.
    – “…queremos falar com alguém com aspecto de homem” ; se aquele lavrador de Serpa tivesse dito “…com tomates”, ainda se podia presumir que queria falar com alguém do sector hortícola, mas assim não dá para fazer outra leitura! É nitidamente discriminação de género contra a ministra larocas de Abrantes! Este lixou-se, não leva mais um centimo!
    Mas será que os agricultores já esqueceram o que a ministra disse depois das últimas eleições, quando lhe perguntaram porque não havia apoios para a seca ?
    Ela respondeu : “…É melhor perguntar porque é que durante a campanha eleitoral a própria CAP aconselhou os eleitores a não votar no Partido Socialista”!
    Claro, os milhões da bazuca são para quem vota PS!
    Alguns já deram conta da armadilha CEE/UE e seus subsidios, e agora arrependem-se!
    Eu sempre me questionei sobre esta treta de democracia em que nunca fui consultado sobre a adesão ao “grande tacho”!

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