Pagos para não trabalhar

O relatório de contas da EDP relativo a 2020 e enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) prevê um pagamento anual de 800 mil euros a António Mexia durante três anos até 2023, seguros de saúde e seguros de vida, segundo noticia a agência Lusa em 13-3-2021.

O relatório também prevê o pagamento de 560 mil euros por ano ao ex-presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto, num total de cerca de 1,7 milhões de euros.

Ambos cessaram funções na EDP por ordem dos tribunais por serem arguidos em supostos esquemas de corrupção.

Os acordos feitos pela EDP com estes gestores definem que eles não possam trabalhar para a concorrência.

Porém, a medida de coação que determinou a suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP já caducou, por ter sido ultrapassado o prazo máximo de oito meses sem acusação deduzida.

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