Onde está Cabrita?…

Que explicação deu o ministro da Administração Interna sobre o desastre da operação “Bolha” e os distúrbios no Porto, reportados pelos média internacionais e que mostraram a hipocrisia governamental? Onde está Cabrita? Escondido na sua quinta de Almoster?…

Para realizar a sua panturrice de receber a final da Champions League em Portugal, em 29-5-2021 – ainda para mais entre os clubes ingleses Chelsea e Manchester City – o presidente do Conselho Europeu e primeiro-ministro António Costa sacrificou a ministra Mariana Vieira da Silva, cometendo-lhe a missão de lidar com o impacto dos prováveis tumultos no Porto, poupando o seu bff Eduardo Cabrita. Em vez do ministro da Administração Interna, legalmente encarregado da manutenção da ordem pública e que tutela as polícias, apareceu a ministra da Presidência.

A bolha em que os adeptos ingleses seriam envoltos, ficando apenas um dia no Porto (e não mais), consistiu afinal numa fugaz bola de sabão, furada pelos estilhaços das garrafas de cerveja e o voo de cadeiras das esplanadas. A polícia ficou ao largo da selvajaria dos hooligans para que a imagem complacente de António Costa ficasse bem nos aerópagos internacionais.

Pior, confirma-se a conclusão de que existe um país, dois sistemas: um sistema para eles (o poder e os seus convidados); e outro sistema para o povo que não pode ir à bola, enquanto vê as altas individualidades políticas na tribuna, fica perplexo com os pavilhões cheios para espetáculos musicais e cómicos, mas é multado por não usar máscara na rua e está proibido de festejar. Farsa sanitária, desprezo do soberano pela lei que o próprio faz, privilégios para uns e penas para os demais, miséria económica. Costa.


António Balbino Caldeira
Diretor

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  • Não nos damos ao respeito. Uma horda de vândalos veio ao seu jardim sujar o que lhes apeteceu e foram-se embora. Turismo? Uma turba de bêbados arruaceiros? Turismo da cerveja e do hotel? É esta porcaria que a gente quer? Ficam com o gosto de voltar?! Por favor, não. Uma anedota de país. Tudo maluco.

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