O socialismo é inimigo da liberdade de escolha

Os esquerdistas receiam a liberdade de escolha. Não querem dar poder de decisão às pessoas com o argumento de que as elites iluminadas sabem o que é melhor para cada um de nós. Isso é evidente em tudo o que diga respeito à liberdade de escolha das escolas. Só os ricos, entre os quais as elites do partido se incluem, é que podem escolher as melhores escolas para os seus filhos. Como não são burros, os esquerdistas, regra geral, optam pelas escolas privadas para os filhos, fazendo uso de um direito que é negado aos portugueses comuns.

A liberdade de escolha das escolas introduz competição no sistema de ensino e permite a comparação de resultados. Comparar resultados entre escolas estatais e escolas privadas é aquilo que os socialistas não querem. Passa-se o mesmo com a saúde.

É sabido que as escolas privadas ocupam os lugares cimeiros dos resultados dos exames nacionais. Raramente aparece uma escola estatal no top 20. Os socialistas sabem que as escolas privadas têm menos absentismo docente e, regra geral, possuem um ambiente mais ordeiro, tranquilo e saudável e essas são razões de peso para que os esquerdistas não hesitem em meter os filhos nas escolas privadas.

Fazem o mesmo com a saúde. Enchem a boca de frases vazias e sem correspondência com a realidade, do tipo “temos o melhor SNS do Mundo” e quando adoecem vão aos hospitais privados e recorrem à ADSE, negando aos outros o que reclamam para si. Os esquerdistas são hipócritas, falsos, dissimulados e mentirosos.

A propósito do receio que os esquerdistas têm da liberdade de escolha das escolas, seja através de vouchers ou de contratos de associação, veja-se o triste espetáculo que o ministro da Educação deu ao negar a possibilidade de as escolas privadas proporcionarem aulas digitais durante o atual estado de emergência com o argumento de que tal coisa reforçaria as desigualdades. Ou seja, o Estado não se preparou, as escolas estatais não foram dotadas dos instrumentos e recursos necessários ao ensino digital, ao contrário do que fizeram as escolas privadas, então nega-se a estas a possibilidade de manterem ativo o ensino digital. E depois, perante uma onda fortíssima de críticas, o primeiro-ministro usa da mentira e diz que o ministério da Educação não proibiu as escolas privadas de proporcionarem conteúdos digitais aos seus alunos. Mais uma vez, o primeiro-ministro faz da mentira um instrumento da retórica política e fá-lo perante a passividade dos jornalistas com medo de fazer perguntas incómodas.

Basta olhar para os países que têm políticas educativas respeitadoras da liberdade de escolha, como é o caso da Holanda, para verificarmos que a liberdade gera competição e pressão endógena e exógena para a melhoria da qualidade das respostas educativas.


Ramiro Marques

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