O segredo israelita da vacinação

Qual foi o segredo de Israel que, em 23-02-2021, já tinha 36,4% da população vacinada com duas doses, ao passo que a UE só tinha 2,2% e Portugal 2,5%?

Enquanto em Portugal e na UE se fala em vacinar 70% da população até ao final do verão de 2021 (plano que pode estar comprometido pela lentidão no fornecimento das vacinas pelas farmacêuticas), Israel conta ter 80% da população vacinada até fim de maio e tudo indica que vai conseguir.

  • Israel fez um acordo com a Pfizer em que se compromete a fornecer dados anónimos sobre os vacinados tais como sexo, idade e outros. Este compromisso foi possível graças ao registo de saúde digitalizado previsto no sistema de saúde universal. O acordo com a Pfizer levantou, no entanto, questões de privacidade, justificadas pela emergência de saúde pública que permite a coleta de dados demográficos, essenciais para estabelecer o que funciona e o que não funciona.
  • Outra razão do êxito de Israel foi o valor que aceitou pagar e que se supõe ser mais alto que o pago pela UE. Este valor terá permitido mudar a prioridade de entrega mas dada a dimensão modesta do país, não representaria grande prejuízo aos outros países. Israel justifica o valor pago com o facto de ser equivalente a apenas dois dias de prejuízos económicos do bloqueio.

Apesar do sucesso de Israel poder ser justificado pelas razões dadas, não é justificação para o não cumprimento por parte das farmacêuticas dos contratos assinados com a UE e com os restantes países, até porque muitos encomendaram um número de vacinas muito superior ao que necessitam, já contando com os atrasos no fornecimento.

A manter-se o atual ritmo de vacinação na Europa, serão necessários mais de 80 meses para vacinar toda a população.

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  • Há uma lenda que conta que no século passado um povo foi obrigado a usar uma estrela de 5 pontas para poder circular num determinado país, se não usasse seria no mínimo espancado e com muita sorte não iria para um campo de concentração, mais tarde acabaram todos por ir excepto os que se safaram, ou foram assassinados hoje, o governo do povo escolhido decide que o seu povo é obrigado a ser cobaia, chamam a isto de holocausto também. Não há provas que os óbitos em Israel tenham uma curva diferente da África do Sul, de Portugal, da Palestina, da Suécia e estes têm tantos vacinados como Portugal e a Suécia não confinou. Portanto, há os negacionistas e os seguidores de Gates esse grande filantropo e Zuckerberg também judeu. Mas Deus só há um, o Deus da verdade. Para entrar no seu reino não é preciso passaporte, nem estrela de David. Assim vai à loucura dos homens e a sua vaidade, espera-se que este PM não tenha conflito de interesses pessoais com a Big Pharma. Sancta simplicitas! Gritou Martinho na fogueira quando uma velha marreca atirou um graveto para a fogueira que já bem ardia, não atirem mais gravetos, S.F.F

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