O que é uma mulher? – Os dinossauros do mundo…

Ainda que nos bombardeiem com a ideia de que o feminismo começou com um grupo de mulheres que só queriam libertar-se da opressão masculina e sendo verdade que, ao longo dos séculos, muitos homens fizeram das mulheres capachos e trataram-nas como seres inferiores, incapazes e culpadas de todos os males do mundo, o movimento feminista rapidamente se transformou num braço armado do comunismo/marxismo e substituiu a luta das classes pela luta dos sexos.

Portanto, o feminismo é um movimento político, responsável pela adulteração do significado de SER MULHER, e as consequências dessa subversão estão dramaticamente visíveis: imoralidade galopante, aborto, violência doméstica, famílias destruídas, filhos órfãos de pais vivos, e uma guerra permanente entre homens e mulheres.

Shulamith Firestone, feminista radical, esquizofrénica, marxista, uma das grandes referências do feminismo radical e da ideologia de género, já via a maternidade como a opressão radical das mulheres. Ela escreveu:

Assim como o objectivo final da revolução socialista não era apenas acabar com os privilégios da classe económica, mas também com a própria distinção que existia entre as diferentes classes económicas; o grande e definitivo objectivo do feminismo é não apenas acabar com o privilégio masculino, mas também com a distinção entre os sexos.[1]

Se juntarmos o desejo de acabar com a distinção entre os dois sexos à afirmação de outras feministas de que “a mulher não existe”, temos uma ideologia totalitária que ameaça destruir qualquer noção de homem e mulher e de certo e errado.

Vivemos tempos de enorme confusão. Quem diria que chegaria o dia em que seria preciso viajar pelo mundo para tentar perceber se ainda há alguém que saiba “o que é uma mulher?”? Foi isso que Matt Walsh decidiu fazer, e o resultado é o documentário “What is a woman?” [O que é uma mulher?] que decidi traduzir e publicar em várias partes. A primeira pode ser lida aqui. Esta é a segunda.

Matt Walsh entrevista 4 raparigas na rua: 

«Quando falamos de género em sociedade: O QUE É UMA MULHER?

Todas se riem.

Eu não quero presumir, mas vocês são todas mulheres?

– Sim…

Então como o definiriam em termos simples?

– Isso é difícil. Uma mulher é aquela que gosta de ser bonita e se vê como uma criatura delicada…

Eu sou bastante indelicado, também posso ser mulher?

Sim, pode.

Entretanto, Matt aborda um gay que define:

– Ser mulher é apenas o projecto de alguém que se identifica como mulher.

Sim, identifica-se como mulher, mas o que é isso?

– Honestamente, não sei….

É uma pergunta simples, porque é tão difícil de responder?»

Walsh conclui:

«Isto vai requerer uma investigação séria… Durante toda a existência humana, as mulheres eram tidas como sendo uma determinada coisa. Então, o que mudou? Ninguém parece conseguir responder à pergunta. Foram feitas mais de 2 mil cirurgias e continuam, a Dra. Marcil Bowers é a cirurgiã mais proeminente no que toca à alteração de sexo. Certamente que alguém que faz cirurgias para alteração de sexo saberá o que é uma mulher.

Dra. Marcil Bowers, obrigada por falar connosco.

– O prazer é meu.

Então, é ginecologista, cirurgiã, e é também trans-mulher.

– Quer dizer, eu identifico-me como mulher…

Você é mulher.

– Quer dizer, essa é a minha vida todos os dias, mas eu tenho um histórico trans-género.

Diz no seu website que faz vaginoplastia, o que é isso exactamente?

– A vaginoplastia é a criação de uma vagina feminina e vulva, alterando as características físicas do individuo que se encaixa melhor com a identidade de género feminino.

Mas tudo isto é feito a partir de um pénis?

– Sim, exactamente. A cirurgia é bastante refinada no sentido em que eles não só têm o aspecto feminino, mas também funciona dessa forma para a maioria, não será para todos, não é perfeito.

Já alguém se arrependeu das cirurgias, sabemos que sim, mas com que frequência as pessoas se arrependem das cirurgias?

– Na verdade não sabemos se se arrependem, há poucas “destransições” e há pessoas que no seu percurso sentem que podem ter cometido um erro. Felizmente, isso é um fenómeno muito muito pouco comum.

– Não sei se já ouviu falar de pessoas que são “transficientes”… Existe uma comunidade. São pessoas que são fisicamente aptas, mas acham que deviam ser deficientes, ou identificam-se como tal. Por exemplo: um homem que tem dois braços, mas sente que apenas devia ter um. Se este homem se dirigir a um cirurgião e disser “eu quero remover um braço” o que pensa disso?

– E o que é que isso tem a ver com identidade de género?

Então, tem a ver com a identidade individual da pessoa…

– Isso então trata-se de alguém que tem, e eu aceito, um diagnostico de doença mental, uma doença psiquiátrica, nem quero saber o que é apotemnofilia mas basicamente é o fascínio por ter a falta de um membro ou da parte de um membro. Eu diria que isso é, e desculpe a minha linguagem não médica “biscoito”.

Então acha que isto é totalmente irrelevante?

– Sim.

Pronto, mas então a questão mais importante é: O QUE É UMA MULHER?

– Uma mulher é a combinação de atributos físicos, com aquilo que mostras ao mundo e as pistas do género que dás e supostamente esses vão de acordo com a tua identidade.

Os críticos disto, por outro lado….

– Não há muitos.

Há críticos que iriam discordar do que está a dizer.

– Bom, sabes que os dinossauros do mundo andam aí…»


Bem, eu devo ser um desses dinossauros… Ou melhor, uma dinossauro fêmea que investiga e sabe que a doutora mentiu, pois, tragicamente, o número de pessoas que se arrependem da transição não pára de aumentar e o de suicídios, entre pessoas que já fizeram a transição, também não.

O que é que o facto de alguém querer amputar um braço tem a ver com a identidade de género? TUDO! Afinal, se a pessoa sente que não tem um braço e se auto-percebe como maneta, não é essa a sua identidade? Porque é que amputar um braço é um caso de doença mental (e eu defendo que é) e amputar o pénis não é? Porque os ideólogos de género e o lóbi GLS[2] não querem que seja, e perseguem todos os profissionais de saúde que ousem contestar a ideologia?

Afinal, se, como afirmam os ideólogos de género, uma vagina, maquilhagem e vestuário não fazem de alguém uma mulher, como é que maquilhagem, vestuário e a imitação de uma vagina fazem?


Maria Helena Costa

*A autora escreve segundo a anterior norma ortográfica.


[1] The Dialectic of Sex. New York: Bantan Books, 1970, pág. 72

[2] Gays, Lésbicas e Simpatizantes.

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Latest comments

  • Fogo! Estou sem palavras.. acertou em cheio!

  • Exatamente isto!!!!!

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