“O que é uma mulher?” – As galinhas choram? Suicidam-se?…

No dia 2 de Junho, deste ano da graça, o Inconveniente começou a partilhar uma série de transcrições, com introduções e comentários meus, sobre o documentário do Matt Walsh O que é uma mulher?[1]

Entretanto, meteram-se as férias e, hoje, decidi voltar ao documentário. Assim, depois de termos partilhado entrevistas feitas nas ruas e a uma cirurgiã famosa, especializada em vaginoplastias[2], a um comerciante, à médica transexual Michelle Forcier,[3] e ao Dr. Patrick Grzanka, professor universitário,[4] sem que ninguém conseguisse responder à pergunta do Matt, chega a vez da Dra. Grossman (que designarei como D. G), psiquiatra, com montes de licenciaturas afixadas na parede:

MW – Obrigado por falar connosco. É psiquiatra e fez muito trabalho na psiquiatria infantil. O que é o transgenerismo sob o ponto de vista psiquiátrico?

D. G – A melhor abordagem será falar de disforia de género, que quer dizer que uma pessoa está totalmente desconfortável com o seu sexo biológico. Existem cerca de 1 em cada 36 000 pessoas e 1  entre cerca de 110 000 pessoas. É importante distinguir essas pessoas daquilo que está a acontecer mais recentemente, que é ver crianças, que nunca enfrentaram nenhum tipo de desconforto ou disforia, como é agora chamado, com o seu sexo biológico, e que de repente, na pré-adolescência, ou na adolescência, vêm dizer que são fluídas de género, ou começam a questionar o seu sexo. Por isso, é importante começar por definir os termos: sexo e género.

MW – Sim. Por favor.

D. G – Sexo é biologia, sexo é imutável, baseia-se em cromossomas, 99.999999% das células do corpo estão marcadas, seja como mulher, ou como homem. O género, por outro lado, é uma percepção, é um sentimento, é uma forma de se identificar, é uma experiência, e isso é subjectivo.

MW – O que me parece que está a dizer é que um homem, sendo homem, se se vir como uma mulher, ele não é de facto uma mulher?

D. G – Exactamente.

É caso para dizer: finalmente, alguém normal, que sabe o que é uma mulher! Aliás, a Dra. Grossman e o velho comerciante parecem ser, até ao momento, as únicas pessoas que não se deixaram contaminar e intimidar pelos ideólogos do género e pelo politicamente correcto, que ameaçam e amordaçam qualquer voz contrária.

De volta à entrevista com a Dra. Michelle Forcier (Por favor, leia o este artigo[5] para perceber o fio condutor do pensamento da activista de género), Matt Walsh questiona:

MW – Gâmetas masculinos. É isso que faz de mim homem?

MF – Não. O seu esperma não faz de si um homem.

MW – Então, o que faz?

MF – É uma constelação…

MW – Na realidade, de verdade, ok?

MF – De qual verdade estamos a falar?

MW – Da mesma verdade que diz que estamos ambos sentados nesta sala, neste momento, eu e você.

MF – Não…não está a ouvir.

MW – Se eu vir uma galinha a pôr ovos e disser que é uma galinha fêmea a pôr ovos, estou a atribuir-lhe o género feminino, ou estou apenas a observar uma realidade física que acontece no mundo?

MF – A galinha tem identidade de género? A galinha chora? A galinha comete suicídio?

MW – A galinha tem sexo como qualquer organismo vivo…

MF – A galinha tem um género atribuído, mas não tem identidade de género.

MW – Então, atribuímos o género feminino às galinhas quando elas põem ovos?

MF – Assumimos que são fêmeas, se põem ovos.

Que conversa de doidos! Se eu não soubesse que a senhora continua a exercer medicina, diria que é uma pessoa que teve que ser internada num manicómio por ter perdido a noção da realidade e ser um perigo para os seus pacientes… “Assumimos que são fêmeas se põem ovos”? Se assumirmos que são os galos que põem ovos, eles passarão a pô-los e as galinhas passarão a galar os galos? Quando vejo pessoas cheias de títulos/estudos a defender esta insanidade… De que lhes serviram os estudos, se nem sequer sabem algo que eu já sabia aos 5 anos de idade? Que só as galinhas, as fêmeas, põem ovos? Para fazer militância lgbtetc. e dar credibilidade à ideologia, a troco de visibilidade e dinheiro? Para convencer mentes fracas, dispostas a acreditar em qualquer loucura que tenha o rótulo de ciência e médicos activistas a validá-la?

Matt Walsh volta a falar com a Dra. Grossman:

MW – Foi-me dito que todas as pessoas concordam com a abordagem que se faz ao género e em transformar miúdos, e que se não concordares então és um “dinossauro”. Então, a senhora é um dinossauro?

D. G – Não, eu não sou um dinossauro. Eu estou enraizada na realidade e na ciência.

MW – Na realidade de quem?

D. G – Há uma realidade.

Sim, há uma única realidade, há uma única verdade. A ideologia de género é tão, mas tão contrária à natureza e à própria vida, que, para ser imposta à sociedade tem de ser promovida por todos os meios de comunicação, pela escola, desde a mais tenra idade, e pelo poder político que, através das leis que vai fazendo aprovar, ameaça silenciar todos os que não lhe dobrarem os joelhos.


[1] https://inconveniente.pt/o-que-e-uma-mulher/

[2] https://inconveniente.pt/o-que-e-uma-mulher-os-dinossauros-do-mundo/

[3] https://inconveniente.pt/o-que-e-uma-mulher-se-nao-existe-mulher-o-que-e-trans-mulher/

[4] https://inconveniente.pt/o-que-e-uma-mulher-a-verdade-e-condescendente-e-rude/ 

[5] https://inconveniente.pt/o-que-e-uma-mulher-se-nao-existe-mulher-o-que-e-trans-mulher/


Maria Helena Costa

*A autora escreve segundo a anterior norma ortográfica.

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