O que é o “carbono” que querem reduzir?

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Começo por prevenir o leitor que este artigo é completamente despretensioso, constituindo apenas uma opinião. Uma opinião de quem passou pelos bancos da escola, assimilou diversas matérias científicas e outras, e dispõe hoje, como qualquer outra pessoa, de acesso a mais informação, informação essa que permite aferir as suas convicções.

Surpreende-me que muitas pessoas com formação semelhante ou muito superior à minha possam ter embarcado na atual narrativa climática, sem a ter “filtrado” através de fontes ao alcance de qualquer pessoa com uma cultura geral mediana. Assim, e com base nos meus conhecimentos gerais e em diversa informação disponível online, alinhavei as linhas que se seguem, sem qualquer pretensão didática:

A narrativa climática oficial

A narrativa climática oficial apregoa que o Homem está a provocar alterações climáticas, consideradas catastróficas na Terra, por causa das emissões de gases de efeito estufa, sendo o CO2 resultante da queima de combustíveis fósseis o principal responsável por essas alterações. Preconiza-se uma subida da temperatura média global da Terra entre 1 e 2ºC, aumento esse que terá uma série de consequências, como o derretimento do gelo das calotes polares e glaciares e da Gronelândia, subida do nível do mar, aumento da frequência de secas e inundações, temporais e toda uma panóplia de eventos meteorológicos extremos.

Esta narrativa assenta na premissa de que a temperatura global está relacionada com a concentração de CO2 porque este bloqueia a radiação infravermelha emitida pela Terra, refletindo-a de volta – o que faz subir a temperatura global. Como prova, apresentam-se gráficos que mostram que a temperatura global segue a da concentração de CO2 ao longo do tempo, não havendo porém consenso sobre qual deles é causa do outro, se haverá um reforço mútuo ou se são ambos consequência de ciclos astronómicos.

Por outro lado, a Física não nega o efeito estufa de gases da atmosfera terrestre, o que confere à narrativa um certo ar de ciência. O efeito estufa existe mas não é exclusivo do CO2: também se deve ao vapor de água, ao metano, aos óxidos de azoto e ao próprio oxigénio e ozono, atuando cada um deles em comprimentos de onda próprios. Sem efeito estufa a temperatura global da Terra seria da ordem dos -15ºC e não dos atuais 15ºC.

Depois, para dar maior credibilidade à narrativa, financiam-se estudos que, recorrendo a modelos matemáticos parametrizáveis, fazem previsões da evolução da temperatura global por “ajuste adequado” dos parâmetros de modo a confirmar a tese do aquecimento global antrópico (devido à queima de combustíveis fósseis).

Foi com base nesta frágil narrativa e respetivas “provas” que os governos ocidentais, sob os auspícios da ONU, construiram toda uma política de combate às alterações climáticas, com o objetivo de acabar com a utilização de combustíveis fósseis, combate a que se chama agora “transição energética verde”. Além disso, e pela mesma razão, também a pecuária e a agricultura estão na mira dos climatistas, esperemos que não haja uma transição alimentar em curso…

Ponderando a abordagem…

É tempo perdido tentar refutar a narrativa climática oficial, que se aproveita de todas as ocorrências meteorológicas para se vigorar: porque choveu muito, porque houve seca, um tufão aqui, outro ali, uma invasão de abelhas, um incêndio florestal, a diminuição de gelo no Ártico, imagens de glaciares a colapsar, o urso polar a ter de emigrar sobre um pedaço de gelo, etc., tudo serve para se invocar as perigosíssimas alterações climáticas, agora consideradas uma emergência climática.

É evidente que esta propaganda toda acaba por penetrar na mente dos menos precavidos que assim aceitam melhor o avanço das medidas de combate climático: pagar mais pela energia, pagar taxas de carbono, aceitar alteração da política de impostos para favorecer a transição, proibição de veículos a gasolina ou a gasóleo, pagar coimas climáticas, etc. Na dúvida, a reação das pessoas será em regra a de confiar nos que governam, eles é que sabem, a pandemia covidiana mostrou-nos o que é o seguidismo, a confiança cega em quem manda, o cumprimento zeloso das regras impostas. É para nosso bem, vamos ficar todos bem!

Muitos jovens são vítimas da lavagem cerebral dos media e de um ensino contaminado pela narrativa oficial, passando a exigir ações mais drásticas dos governos: danificam obras de arte, colam-se ao chão, fazem manifestações e greves climáticas, esvaziam pneus de carros poluentes, uma espécie de revolucionários do clima, porém inspirados nas táticas da luta de classes marxista.

Não, não vou por aí, não vou entrar no jogo de apresentar provas e contra-provas das alterações climáticas, nessa parte do jogo eles estão a ganhar devido à máquina de propaganda que foi montada para “construir o moinho”, obrigando o cidadão, que desempenha o papel do cavalo do Triunfo dos Porcos de Orwell, a carregar as pedras até ao alto do monte – alegoria alusiva aos sacrifícios que são exigidos ao cidadão para alcançar os “amanhãs verdes que cantam”…

O carbono disponível para a vida é escasso

A vida no planeta Terra (tal como a conhecemos) é possível devido a vários fatores, tais como a existência de água e de substâncias simples que se relacionam quimicamente entre si para formar compostos complexos que são a base da vida.

A temperatura da Terra, que varia consoante o local (e ao longo do tempo), é um fator também favorável à existência de vida porque permite que os compostos complexos que formam os seres vivos se mantenham estáveis durante o tempo da sua (breve) existência. Porém, sabe-se que a vida pode existir numa gama de temperaturas muito ampla, qualquer coisa como desde -50ºC a +50ºC, não sendo pois a temperatura o fator mais determinante para a vida na Terra – se as variações forem de apenas alguns graus, como reza a doutrina climática.

Os compostos complexos que compõem os seres vivos têm, como substância simples principal, o carbono que entra sempre na sua composição. Sem o carbono, a vida na Terra como a conhecemos não existiria. O carbono liga-se principalmente a outras substâncias simples como o oxigénio, hidrogénio e azoto, havendo ainda outras substâncias mas em quantidades diminutas, variando consoante o organismo vivo considerado.

O oxigénio e o hidrogénio existem em abundância na água, constituindo também o oxigénio 1/5 do volume da atmosfera; os restantes 4/5 são preenchidos quase na totalidade pelo azoto, havendo cerca de 1% de árgon e os outros gases são residuais. O carbono, que é o componente principal dos organismos vivos, também existe em abundância na Terra mas não na atmosfera, onde só se encontra presente num gás muito residual (0,04%), o dióxido de carbono (CO2).

Fonte: Documento

Como são os processos que transformam as substâncias essenciais à vida (carbono, oxigénio, hidrogénio e azoto) em seres vivos? E como é que o carbono é processado na natureza para chegar a todos os seres vivos? Sem entrar em muitos detalhes, esse carbono é retirado da atmosfera desse tal gás muito residual já referido, o CO2, que terá sido abundante (cerca de 20% da atmosfera) num passado muito longínquo, da ordem de milhares de milhões de anos, e terá desempenhado um papel crucial no aparecimento da vida.

Num processo conhecido como fotossíntese (porque é estimulado pela luz solar), as plantas transformam o escasso CO2 atmosférico e a água (H2O) do solo em alimento orgânico (açúcares), com libertação de oxigénio para a atmosfera. Quase todo o oxigénio da atmosfera vem deste processo, apenas uma pequena parte resulta de outras reações, como por exemplo a fotólise.

As plantas também são responsáveis pela fixação do azoto, indo buscá-lo aos solos na forma de nitratos, produzidos por bactérias a partir do azoto atmosférico (mas não só, como adiante se verá), e com ele sintetizam as proteínas vegetais. Açúcares e proteínas vegetais servem depois de alimento aos animais e estes devolvem, nos seus dejetos, o azoto e hidrogénio sob a forma de compostos, como a amónia (NH3), à terra, e que são também reconvertidos em nitratos e hidrogénio por bactérias. Pela respiração, o carbono ingerido pelos animais combina-se com o oxigénio inalado do ar e é devolvido à atmosfera sob a forma de CO2. Algum hidrogénio e carbono é libertado sob a forma de metano (CH4) para a atmosfera, onde é também um gás muito residual.

Em resumo e de forma simplificada, as plantas alimentam-se de CO2 (carbono e oxigénio), água (oxigénio e hidrogénio) e nitratos (azoto, oxigénio e hidrogénio) e produzem oxigénio e alimentos (carbono, oxigénio, hidrogénio e azoto). Os animais consomem os alimentos das plantas e água, respiram o oxigénio produzido pelas plantas e devolvem dióxido de carbono e metano à atmosfera, amónia e outros compostos orgânicos à terra, podendo estes retornar às plantas.

O dióxido de carbono devolvido pelos animais à atmosfera, na ausência de outras fontes de CO2 como o vulcanismo, os incêndios ou a queima de combustíveis fósseis, não seria suficiente para as plantas porque muito do carbono fixado pelas plantas e animais acaba enterrado nos solos e oceanos e a tendência (que vem de há milhares de milhões de anos) seria para uma redução do CO2 na atmosfera. Se a concentração de CO2 baixar para menos de metade do nível atual, as plantas começariam a morrer e com elas também os animais. Sem CO2 (a única fonte do carbono orgânico), a vida na Terra tal como a conhecemos, pelo menos no que respeita à vida dos organismos dele dependentes, desapareceria – repito!

Será o vulcanismo suficiente para manter o nível de CO2 necessário à vida? Ora, a acreditar nos próprios climatistas, que desmentem que os vulcões emitem mais CO2 que o Homem, os vulcões não seriam uma fonte confiável de CO2 para a manutenção da vida – estimam os climatistas que as emissões antrópicas sejam 40 a 100 vezes superior à dos vulcões, mostrando assim que as emissões humanas são as mais perniciosas e que vale a pena cortá-las.

Os incêndios são, para as plantas, o mesmo que “dar alimento a si próprias” pelo que, a prazo, conduziria a um défice do CO2 na atmosfera. Na ausência de CO2 suficiente as plantas iriam definhar, secar, podendo facilmente arder. O défice de CO2 pode ser, assim e também, uma causa futura de mais incêndios.

As plantas terrestres (e marinhas), na presença de água e sol, consomem rápida e continuadamente o CO2 atmosférico, libertando oxigénio. Uma parte do CO2 dissolve-se nos oceanos e é fixado sob a forma de carbonatos e convertido em oxigénio pela vegetação aquática. Por isso, existe 500 vezes mais oxigénio na atmosfera do que CO2, ou seja, porque este é consumido rapidamente na natureza e não é reposto ao ritmo em que é consumido. Isso mostra também que o ritmo de consumo do oxigénio pelos animais (e o Homem) é muito inferior ao da sua produção pelas plantas, por fotossíntese, onde cada molécula de CO2 produz uma de oxigénio (O2).

Aqui chegados, podemos dizer que o que se deve temer não é o aumento de um ou dois graus centígrados da temperatura global da Terra, mas a escassez de CO2 (fonte de carbono vital e oxigénio), zelando por que fique em níveis suficientes para a manutenção da vida neste planeta. Quanto às outras duas substâncias principais, hidrogénio e azoto, existem em quantidade mais que suficiente na natureza.

Neste sentido, a queima de combustíveis fósseis pode, ao contrário do que apregoa a narrativa climática, ter um contributo positivo para salvar o planeta, na medida em que o CO2 é o regulador da quantidade e qualidade da vida na Terra. O aumento exponencial da população na Terra coincide com o incremento da queima de combustíveis fósseis, em parte devido à possibilidade de realizar mais trabalho, mas também porque o aumento de CO2 permitiu dispor de mais alimento através da agricultura e da pecuária.

O combate aos combustíveis fósseis visa reduzir a quantidade de carbono disponível para a vida. Mas também se pretende reduzir o metano (outro gás muito residual na atmosfera) combatendo os criadores de gado; na agricultura, onde os adubos (nitratos em especial) são essenciais para garantir boas colheitas, entusiasma-se a agricultura biológica (só com adubos “naturais”) – vide o que aconteceu no Sri-Lanka. Sem CO2, sem nitratos, sem gado que possa fertilizar os solos, a população mundial vai entrar em declínio e regressar possivelmente aos números do século XIX, isto é, uma redução para 1/8 da população atual!

A terminar, e com base no que acabo de expor, volto a manifestar a minha estranheza quando pessoas cultas falam em descarbonizar, reduzir as emissões, de carbono, de metano, de óxidos de azoto, reduzir a pegada de carbono, apostar na transição energética, taxas de carbono, de metano, de azoto, etc.

O mais grave de tudo é que esta é a narrativa oficial dos governos e de entidades supranacionais como a ONU e a UE, bem como dos lóbis, e organizações influentes como a WEF (sigla anglo-saxónica de Fórum Económico Mundial), onde a elite económica poderosa e governantes mundiais obedientes têm assento. O certo é que um dos objetivos preconizados por estas entidades é a sustentabilidade do planeta, forma subtil de dizer que é preciso reduzir a população mundial, para salvar o planeta (o deles).

Ocorre-me perguntar: o que é afinal o carbono que querem reduzir?


Henrique Sousa

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Sub-diretor do Inconveniente

Latest comments

  • Sem dar por isso as pessoas substituíram as antigas por uma nova religião, com a vantagem de que esta dá um ar chique e intelectual, mas a base é a mesma.

    • Sem dúvida!

  • O que vou expor não tem nada a ver com o seu texto, mas acho interessante, a ser verdade, a descriminação que o ALDI na Inglaterra está a fazer aos seus clientes.
    Digital ID required before you enter shop to buy food at Aldi
    https://odysee.com/@AussieFighter:8/Digital-Id-Required-Before-You-Enter-Shop-To-Buy-Food-At-Aldi:2

    • Acho que a questão covid e muitas das propostas para a redução de carbono, já deviam ser casos de polícia.

      • A polícia faz parte do sistema, faz parte da máquina estatal que promove toda esta agenda!

        • Sim, são eles que em último caso nos vão obrigar a cumprir o que foi, está e será, determinado por pessoas não eleitas.
          Interessante também, acabamos por contribuir para a nossa escravidão e da nossa descedência…

  • Um bom artigo, nada contesto até aos últimos parágrafos, até porque o pouco que sei sobre o assunto bate certo com o que publicou, mas relativamente á sua conclusão, necessariamente especulativa, deixo á sua consideração os seguintes pontos:

    Por o CO2 ser um gás escasso a sua concentração pode mais facilmente ser alterada de forma radical, se aumentamos 1% de um gás presente na atmosfera, por exemplo o oxigénio, passaria de 21% a 22%, parece pouca diferença, mas de falamos de CO2 passaria de 0.04% para 1.04%, mais do triplo, já é uma mudança radical de concentração.

    É impensável que a população vá reduzir-se para 1/8, deduzo que mortos á fome, porque o Mundo decida e mantenha proibições repentinas e abruptas de uso de químicos na agricultura. Depois leve-se em consideração que a produção alimentar terá um grande incremento tecnológico, que só por si já irá alterar gradual mas completamente tudo o que conhecemos sobre o sector, seja carne produzida sem animais, seja plantas produzidas sem terra ou luz solar.

    Acrescento que procura manter-se o nível de CO2 nos níveis que a humanidade já conhece e experimentou, inclusive mais altas do que por exemplo a do inicio do século XIX Ninguém quer acabar com o CO2, apenas com o CO2 produzido pela actividade humana, ou seja manter o níveis naturais de CO2.

    Depois, como exemplificou, no Ceilão a escassez alimentar deveu-se á falta de fertilizantes e pesticidas, de nada valeu o actual nível mais alto de CO2 e nada leva a supor que a maior produção alimentar dos nossos dias se deva a outra coisa que não á mecanização, irrigação em larga escala, adubos e pesticidas, pensei que isto estava universalmente assente de tão fácil que é de comprovar.

    Para terminar, digo que não tenho por absoluta a narrativa habitual da catástrofe iminente ou já em curso, mas isso não quer dizer que lhe passe por cima e a ignore. Há dúvidas cientificas, o que é normal em algo que nunca foi testado ao vivo, tudo são apenas modelos matemáticos muito difíceis de calibrar previamente, mas não vejo como é que essa incerteza/dúvida cientifica possa deixar alguém mais tranquilo. Para lá do CO2, a poluição automóvel e dos pesticidas são prejudiciais para a saúde humana e ambiental, frequentemente cancerígenos, e por isso é de todo o interesse deixá-los para trás assim que possível.

    Gostava de saber a que atribui então a subida de temperatura média do planeta e em que valores é que acha que já estará bem. Vai dizer-me que as actuais temperaturas não são inéditas, mas a sua alteração vai obrigar, no mínimo, a ajustes nos sistemas produtivos alimentares.

    Agradeço-lhe por publicar um artigo “fora da caixa” e ao jornal por permitir publicar livremente comentários. Muito obrigado.

  • Desculpe se não me expliquei bem e ainda por cima troquei os valores, queria dizer, por exemplo e apenas como tal, se a atmosfera no total representa 100% e produzirmos algum gás na proporção de 1% desse total, estaríamos a fazer uma alteração radical se esse 1% fosse CO2 porque seria multiplicar por 26 a sua concentração actual na atmosfera, no total dos 100% passaria de 0,04% para 1.04%.

  • Food Wars 2023: NYC Comes for the Food, mRNA in Livestock & Cultured Meat
    https://odysee.com/@theconsciousresistance:7/food-wars23:1
    .
    Patrick Moore on Earth needing more CO2
    https://odysee.com/@jermwarfare:2/Patrick-moore:1

  • Gostei do artigo pois expõe de uma forma integrada, resumida e muito simples a base cientifica que a fundamenta. A sua leitura despertou em mim a vontade súbita de fazer os cálculos ( básicos e com base em informação de rápida obtenção numa pesquisa na internet) que já há muito tempo verbalizo mas nunca concretizei. O milagre dos carros elétricos para o ambiente. Para isso foi procurar dados:
    -Rendimento do motor de combustão a gasóleo – 25%
    -Energia disponível em um litro de gasóleo- 10.02KWh
    -consumo médio de um carro a gasóleo- 6l/100Km
    -Consumo médio de um carro elétrico- 15KWh
    -Perdas medias por transporte de eletricidade por cabo- 10%
    – Perda de eletricidade armazenada em bateria media diária- 1%
    -Rendimento do motor electrico- 90%
    Vamos então produzir eletricidade com um motor a gasóleo para carregar o carro elétrico, tal como já foi aprovado pele União europeia.

    Para chegarem 15KWh ao movimento do carro temos:
    para na bateria existir essa energia disponível 0.9y=15; y=15/0.9=16.67 KWh e para chegar essa energia à bateria 0.9*x=16.67 ; x=16.67/0.9=18.52KWh

    Agora vamos calcular quanto gasóleo é necessário para produzir 18.52KWh
    0.25f=18.52KWh; f=18.52/0.25=74.09 KWh de gasóleo, logo se 1l corresponde 10.02KWh então 74.04KWh=74.09/10.02=7.39 l de gasóleo,
    ou seja mais 1.39 l, logo 1.39/6*100=23.23% mais gasóleo que o motor a combustão normal.
    Deixo mais uma informação, nunca se queimou tanto carvão para produzir eletricidade como agora e os carros elétricos não representam 10% do parque automóvel mundial.
    a historia não está a ser bem contada

  • Começa por admitir que não tem credenciais nenhumas para falar sobre o assunto, depois procede a dar palpites completamente idiotas e baseados em nada sobre o assunto. Se ficasse caladinho reconhecendo a sua própria ignorância fazia bem melhor.
    Nem vou perder tempo a tentar esclarecê-lo, pois a informação que convenientemente desconhece existe disponível na internet. Reduza-se à sua insigificância, pois os jovens que diz que são lavados ao cérebro são os que irão sofrer e pagar caro pela ignorância da sua geração. Você é que faz parte de uma geração que toda a vida lavou cérebros, combatendo os factos incómodos.
    O problema das alterações climáticas é bem mais complexo do que as explicacões simples, erróneas e incompletas que você aqui dá e desmonta. O seu artigo é um exemplo perfetio do efeito Duning-Kruger. Como sabe umas coisas e está completamente fora da real complexidade sistémica que só os cientistas dominam, acha que sabe mais do que eles. Tenha dó.
    Eu segui a carreira científica, porque nos anos 90, quando ainda era adolescente, me apercebi dos avisos da comunidade científica e do esforço global para ignorar o que ela dizia e queria contribuir para ajudar a alertar o mundo para o que aí vinha. É triste chegar ao ano 2023 e ver que ainda há pessoas como você, com a mania que sabem, a tentar desacreditar ciência séria, com décadas de saber acumulado e confirmação empírica das previsões, com base me meia dúzia de patacuadas e opiniões mal cozinhadas. Tenha vergonha.

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