O PS alinhado com a agenda da extrema-esquerda

O deputado do PS, Ascenso Simões, veio defender a demolição do monumento “Padrão dos Descobrimentos”, em Lisboa, num artigo de opinião no Público, de 19-2-2021, intitulado “O salazarismo não morreu” (leitura paga, mas resumo no Zap).

O pretexto é de que se trata de um obra do regime ditatorial. Justificação ridícula. Aplicando esse critério, teríamos de defender a demolição da Ponte Salazar, rebaptizada de Ponte 25 de Abril. E também a demolição dos grandes hospitais centrais, como o Santa Maria e o São João. E já agora, também todos os grandes liceus e escolas técnicas. E também quase todos os edifícios da Cidade Universitária, em Lisboa, e do Instituto Superior Técnico, e tantos outros. A justificação ridícula do deputado socialista, a ser levada a sério, faria de Portugal um país em ruínas, tal a dimensão e grandeza das obras públicas construídas durante o Estado Novo.

Pouco depois, em entrevista ao Observador, de 19-2-2021, afirmou que o 25 de Abril devia ter provocado mortos e sangue. O deputado socialista esquece-se de que no dia 25 de Abril de 1974 houve cinco mortos e centenas de presos. Houve até lugar para, mais tarde, torturar alguns portugueses, entre os quais o militar Marcelino da Mata. Que o deputado do PS lamente não ter havido mais mortos e mais sangue, é bem o sinal de que o actual PS está cada vez mais alinhado com a agenda da extrema-esquerda. O mesmo acontece em Espanha. Não é certamente por acaso que Portugal e Espanha estão entre os países da UE cujo PIB mais caiu em 2020. E 2021 vai pelo mesmo caminho.

Ascenso Simões é um deputado socialista que se radicalizou ao ponto de exprimir uma retórica que não o distingue dos dois partidos comunistas, BE e PCP, presentes no Parlamento.

Num certo sentido, Ascenso Simões é uma das caras do novo PS, marxista e extremista, cada vez mais igual ao BE e ao PCP, desde que António Costa formou Governo com o apoio da extrema-esquerda.

A radicalização do PS é muito perigosa para o País. Potencia alianças com a extrema-esquerda em torno de uma agenda identitária, atentatória da liberdade de expressão e limitadora do direito à propriedade privada. Faz parte dessa agenda, a revisão da História, a “cultura do cancelamento” e o saque fiscal.

Toda a gente sabe, basta olhar para o que passa nos outros países da UE, que a agenda extremista conduz ao empobrecimento do país e ao aumento do número de pessoas que vivem de subsídios estatais. Para os radicais da estirpe de Ascenso Simões, isso é uma coisa boa, visto que a generalização da pobreza traz votos ao PS e aos seus aliados da extrema-esquerda. Enquanto o BCE e a UE enviarem “bazucas” e “vitaminas”, vai havendo dinheiro para suportar a cultura da mão estendida.


Ramiro Marques

*O autor usa a norma ortográfica antiga

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  • O PS não é um verdadeiro partido político. É uma agremiação de gente que se reuniu e funciona por castas, em pirâmide, nem funciona como o PCP com o seu Centralismo “democrático”. É um grupo de gente muito perigosa para o futuro de Portugal, não olham a meios para distribuir cargos e dinheiro que não é do governo, moralmente sempre foi um pântano pestilento, é o partidos dos democráticos da I República, mas com muito dinheiro que distribuiu por amigos e “empresários”, através de várias formas, até acabar a teta de Bruxelas e que a AR aprova sem vergonha, o PR serve de guarda chuva.
    O PSD segue um caminho semelhante, com um líder arrogante e que deve pouco à inteligência, poder ser um caso de estudo no caso do líder, é um partido a autopsiar.
    O PCP com a quebra do SNS provocada pela pandemia desaparece, os mais jovens servem-se nas câmaras graças ao nepotismo de cartão, perdeu o objecto, aguarda autópsia como cadáver cheio de mumificações.
    O BE, é uma coisa que serve as causas de minorias que não existem porque nada lhes pedem, nem de nada lhes serve, uns não sabem que eles existem e eles também não sabem que estão em avançado estado de decomposição, acompanhando o regime da III República.

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