O primado do clima sobre o ambiente

As tão celebradas energias “verdes” do vento e do Sol apoiam-se na narrativa climática do CO2 e do seu alegado efeito estufa. Porém, elas visam aproveitar energias de muito fraca densidade de potência por metro quadrado, o que implica a utilização de vastas áreas e uma enorme quantidade de equipamentos de curta vida útil.

Nas áreas ocupadas pelas eólicas em terra não se deve plantar árvores nem construir casas porque reduzem a velocidade do vento e consequentemente afectam a produção de energia. Quando muito podem servir de pasto para animais. As áreas ocupadas por grandes centrais solares não servem para mais nada e chega-se a mandar arrasar florestas para colocar os estéreis painéis.

Agora prepara-se a instalação de muitas eólicas no mar porque as máquinas podem ser maiores e há mais vento ao largo. Mas a relativa proximidade da costa (por razões económicas), pode levantar problemas.

Para além destes aspectos nada favoráveis às energias “verdes”, a grande pergunta que se coloca é: o que fazer com o lixo das eólicas e solares quando atingirem o fim de vida? É mais importante salvar o planeta do CO2 do que preservar o nosso ambiente?

Henrique Sousa

Editor para Energia e Ambiente do Inconveniente

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Sub-diretor do Inconveniente

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