O golpe palaciano de Cravinho filho

A reunião do Conselho de Estado, de 19-3-2021, convocada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre as propostas de alteração à Lei de Defesa Nacional e à Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas, terminou sem conclusões. As propostas, em circulação restrita, que chefias militares classificam de “revolução” (Expresso, de 20-3-2021), concentram o poder no Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e retiram alegadamente poder aos ramos militares – Exército, Marinha e Força Aérea.

O cargo de CEMGFA é ocupado desde 2016 pelo almirante António Manuel Fernandes da Silva Ribeiro, revelado como maçon do Grande Oriente Lusitano em 2009-2010. Foi divulgada uma lacónica nota informativa sobre a reunião.

Registe-se, nesta nota informativa sobre este Conselho de Estado, que é dito que reunião se debateram “projetos de propostas de alteração” das duas leis – em vez de “propostas de alteração”.

É a seguinte a nota informativa divulgada pela Presidência da República sobre o Conselho de Estado, no qual o ministro da Defesa Nacional João Gomes Cravinho (filho) apresentou as propostas de alteração das duas leis.

“O Conselho de Estado, reunido sob a presidência de Sua Excelência o Presidente da República, hoje, dia 19 de março de 2021, em sistema de videoconferência, no Palácio de Belém, debateu os projetos de propostas de alteração à Lei de Defesa Nacional e à Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas (LOBOFA).

Participou na reunião o Senhor Ministro da Defesa Nacional, Prof. Doutor João Cravinho, que apresentou uma exposição sobre os mencionados projetos.

Palácio de Belém, 19 de março de 2021

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Latest comments

  • Há muito que esta reorganização se justificava. Só temos uma forças armadas, não temos três. Não mal acabar com uma capelinhas. A seguir deviam dedicar- se às forças de segurança.

  • Parece que doravante, haverá até intercâmbio entre pilotos e submarinistas, não vá pensar-se que há forças armadas para cada gosto.

    Talvez até convenha unificar-se tudo na Loja José Estêvão do Grande Oriente Lusitano.

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