Não há “panela” B: Guterres declara início da era da “ebulição global”

Recentemente fomos alarmados com as declarações do socialista e secretário-geral da ONU, António Guterres, que afirmou, a 27-7-2023, que “acabou a era do aquecimento global e começou a era da ebulição global”.

Estaremos a viver a alegoria dos sapos na panela?

Primeiro foram colocados na panela com água fria ao lume e a água foi aquecendo lentamente; os sapos começaram por achar que a água morna era até mais agradável, depois sentiram-na a aquecer mas admitiram que voltaria a arrefecer e, quando por fim resolveram saltar para fora da panela, já era tarde, acabando cozidos.

O clima terrestre tem sido alvo de especulação desde há várias décadas. Nos anos 70 do século passado temia-se uma nova idade do gelo, depois veio o paradigma do aquecimento global antrópico, que passou agora a chamar-se alterações climáticas como rótulo para todas as evoluções do clima. As alterações climáticas são então atribuídas às atividades humanas que vão da queima de combustíveis fósseis à lavoura e pecuária, incluindo tendencialmente todos os aspetos da vida privada.

A religião climatista

Porém, quando se trata de atemorizar, a ameaça do aquecimento resulta melhor por estar associada ao fogo… do inferno. Pecar, na aceção climatista, é libertar gases de efeito estufa que, alegadamente, fazem aquecer o planeta. Virtuoso é aquele que faz tudo para reduzir os seus pecados, digo, a sua pegada de carbono: andar de bicicleta, de trotineta ou de transportes públicos e só em último recurso de carro, mas elétrico, tomar poucos banhos ou banhos de água fria para não gastar energia, ser vegetariano porque a produção de carne consome recursos e contribui para a libertação de metano, comer insetos se não consegue prescindir das proteínas, etc.

Mas, com as raras exceções dos ativistas climáticos, que se manifestam a destruir obras de arte, a colar-se a paredes e pisos ou a atrapalhar o trânsito, as pessoas continuam a pecar, continuam a usar combustíveis fósseis, a consumir carne, a tomar banho, sem se importarem com a panela, quer dizer, planeta.

E foi por isto que Guterres subiu de tom, isto é, aumentou a chama da panela, indicando que os sapos já não vão conseguir fugir da água em ebulição… É o fim!

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Sub-diretor do Inconveniente

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