Martírio cristão aumenta 60% em 2020

Pode-se ler, na página da associação Portas Abertas, França, que a perseguição de cristãos no mundo tem aumentado, atingindo hoje mais de 340 milhões de pessoas, discriminadas em razão da sua fé. Foi também registado um aumento de 60% no número de mortos em relação ao ano anterior, totalizando um valor de 4.761 mortes.

A associação Portas Abertas faz parte de uma rede não governamental de 25 associações na Europa e América, criada em 1955, com sede na Holanda, em Harderwijk, para ajuda aos cristãos perseguidos no mundo.

A perseguição de cristãos é uma grave violação dos Direitos Humanos que estabelece no seu art.º 18 que “o Homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”.

Em mais de dez países asiáticos (Índia, Mianmar, Bangladesh…) a ajuda alimentar das autoridades é negada a cristãos. Cerca de 200 mil pessoas puderam escapar à fome, ajudadas pela referida ONG.

As mulheres cristãs são forçadas a casar com muçulmanos em vários países como o Paquistão, ou são vítimas de violência e de tráfico humano por se encontrarem em situação de grande fragilidade.

A China, com o pretexto da pandemia, voltou aos vinte primeiros países do índice de perseguição pela primeira vez em dez anos. O governo chinês aumentou as restrições, como confisco de propriedade, incluindo Bíblias, invasões de residências, multas, prisões de líderes religiosos e proibição de culto online.

Na América Latina, na Colômbia e no México, as restrições impostas pela pandemia Covid-19 permitiram que grupos criminosos expandissem o seu controle sobre a Igreja nos territórios que dominam. Honduras e El Salvador juntaram-se aos países que experimentam altos níveis de perseguição e discriminação, por motivos semelhantes.

As causas da perseguição podem ser várias, porém a opressão e/ou terrorismo islâmicos destaca-se como sendo a mais vulgar em países como a Nigéria, Afeganistão, Somália, Sudão, Paquistão, Líbia, Iraque, Iémen, Irão, etc. O massacre de cristãos por parte de militantes muçulmanos e terroristas acontece diariamente no norte e centro da Nigéria, tendo já sido assassinados 11,5 mil cristãos nos últimos cinco anos.

A Coreia do Norte, classificada pela ONG como “opressão comunista e pós-comunista, paranóia ditatorial”, ocupa lugar de topo do índice de perseguição a cristãos por razões de estado. Dos dez países na categoria de perseguição extrema, oito são por opressão islâmica.

Outras causas identificadas são o nacionalismo religioso como na Índia, Mianmar, Nepal, Butão, Sri-Lanka, mas também a corrupção organizada como no México e na Colômbia.

A perseguição aos cristãos não é só uma violação da liberdade religiosa ou um crime de genocídio. Viola também vários outros direitos fundamentais como a discriminação na educação ou no emprego, casamentos forçados, detenções arbitrárias, torturas e assassinatos.


Redação

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