Ivermectina, a droga proscrita

Na alegada pandemia viral da doença batizada de COVID-19, as autoridades de saúde de vários países, seguindo as orientações da OMS, aconselharam contra a utilização de qualquer fármaco com fim terapêutico ou profilático fora de ensaios clínicos. Ao cidadão comum apenas se aconselhavam medicamentos para aliviar os sintomas, isto é, paracetamol e ibuprofeno.

Em ambiente hospitalar alguns tratamentos foram sendo permitidos, tais como remdesivir, dexametasona e, mais tarde, anticorpos monoclonais e o caríssimo medicamento Paxlovid desenvolvido pela Pfizer. Em cuidados intensivos faziam-se tratamentos invasivos com recurso a ventilação mecânica e comas induzidos.

Logo no início, em abril de 2020, investigadores australianos constataram que um fármaco banal usado no tratamento e prevenção de várias doenças parasitárias, a ivermectina, eliminava o vírus SARS-CoV-2 in vitro, em doses superiores às normais para tratamento das doenças para as quais é comprovadamente eficaz.

Rapidamente a comunidade científica, em hospitais e clínicas de diversos países, iniciou ensaios clínicos do fármaco, muitos deles sem grau de confiança considerada suficiente, mas que apontavam para a possível adequação da ivermectina para o tratamento e profilaxia da Covid. Mas o ruído gerado em torno destes ensaios tornou impossível qualquer conclusão robusta.

A suspeita de que a ivermectina seria um fármaco “milagroso” para a doença era apoiada pela inexistência de surtos relevantes da doença nos países que a usavam massivamente na prevenção de doenças parasitárias, facto que é reconhecido pelo próprio NIH (National Institutes for Health) americano nas suas orientações para tratamento da Covid, neste excerto que traduzo:

“Dados populacionais indicaram que o uso massivo de quimioterapia profilática em todo o país para infecções parasitárias, incluindo o uso de ivermectina, esteve associado a uma menor incidência de COVID-19”, citando um estudo de Martin D Hellwig e Anabela Maia, publicado em Janeiro de 2021.

É sabido que a ivermectina foi também promovida por dois importantes chefes de estado que se opunham ao encerramento das economias dos respetivos países, vendo nela (e não só) o tratamento que impediria confinamentos e, com isso, deixaria funcionar a economia. Foram eles os presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (Brasil). A intervenção destes chefes de estado não favoreceu a ivermectina (nem a hidroxicloroquina), pelo contrário, a esquerdopatia oligarca, que financia a imprensa internacional e a OMS, usou isso para denegrir o fármaco – fármaco esse que poderia ter ajudado a debelar mais depressa o surto mundial de Covid.

Porém, e ao contrário da hidroxicloroquina, cujos ensaios foram cancelados, a ivermectina nunca chegou a ser completamente ignorada. A Universidade de Oxford viria a incluí-la num ensaio alargado em junho de 2021, que foi interrompido, mais tarde retomado, sem que se conheçam ainda resultados, positivos ou negativos. O que estará a fazer retardar este ensaio?

O programa da Universidade de Oxford, Principle, que visa a descoberta de medicamentos reaproveitados baratos, até agora só descobriu um fármaco, a budesonida (já usada no tratamento de doenças respiratórias) que poderia ajudar no tratamento precoce da Covid. Segundo se pode ler no site do programa:

“O tratamento precoce com budesonida inalada reduz o tempo de recuperação numa média de três dias em pacientes com COVID-19 que têm maior risco de doenças mais graves e são tratados na comunidade. Um corticosteroide comum, budesonida é o primeiro fármaco amplamente disponível e barata encontrada para encurtar os tempos de recuperação em pacientes com mais de 50 anos que são tratados em casa e em outros ambientes comunitários. As descobertas baseiam-se numa análise provisória, que incluiu 751 pessoas no grupo budesonida e 1028 no grupo de cuidados habituais que testaram SARS-CoV-2 positivos”.

Mas nem esse, que se saiba, foi aconselhado por alguma autoridade de saúde para o tratamento da Covid na comunidade.

Quanto à ivermectina, continuamos sentados à espera dos resultados dos estudos, embora não contemos com a sua divulgação no caso de serem favoráveis à sua eficácia. De resto, a alegada pandemia de Covid foi das mais pequenas pandemias de que há notícia, como se pode ver no mapa dado abaixo (com números oficiais que contabilizam mortes “de” e “com” Covid) e que faz desconfiar que se tratou apenas de um pretexto para o negócio de “vacinas” que não imunizam, não evitam o contágio e devem ser reforçadas periodicamente.

Talvez Bolsonaro tivesse razão quando disse que a alegada pandemia era apenas um “resfriadinho”.


Henrique Sousa

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Sub-diretor do Inconveniente

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  • Não, já saíram e foram aprovados vários estudos:
    Ivermectin for COVID-19: real-time meta analysis of 90 studies
    Covid Analysis, Aug 18, 2022, Version 197
    Posso enviar, mas só tenho no WhatApp, são 90 estudos e também sobre a Hidroxicloroquina que salvou muitos doentes.
    Há que distinguir na doença a evolução desde o dia 1 até ao 6º e 9º, estes medicamentos salvaram a vida a milhões de pessoas, os políticos mataram por causa do Remdesivir um medicamento que provocou alterações e mutações virais e foi defendido por gente que recebe da Merck americana, MSD e da Pfizer, depois foi a vacina aplicada em plena pandemia e nos picos dos vários mutantes ou das várias epidemias como diz Didier Raoult do IHU de Marselha que pode ser visto no Youtube, também ele perseguido pela ordem dos médicos e MS francês.
    Vou tentar enviar o link dos estudos e colocarei aqui.
    Por cá houve muitos colegas que usaram a Ivermectina que foi eficaz até ao 6º dia. No Delta usei muitas vezes com eficácia e outros colegas.
    Aconselho a ver tertúlias da Junqueira e ouvir o Dr Machado na altura não como convidado mas no fim de uma palestra. Depois há outra com Robert Malone o incansável cientista que esteve em Portugal e pode ver na Tertúlia da Junqueira.
    Sou uma admirador dos seus artigos e por isso agradeço e costumo reenviar.

  • Estou convencido que a Ivermectina ainda vai servir como repurposed drugs, ou seja, medicamentos sem dono, com patente expirada, em outras viroses já foi utilizada, eu já estou velho para ter medo dos reguladores, por estar velho e por saber das pedras que têm nos sapatos.

  • Bolsonaro, disse muita coisa, mas fez com que no Estado do Mato Grosso fosse distribuído kits de Ivermectina que lá existe em à venda em farmácias, contra decisão do Supremo Tribunal Federal um antro de admiradores do Lula ladrão.
    No Brasil, o executivo ou seja o Presidente e o governo não está autorizado pelo STF a orientar sequer o tratamento ou orientar a estratégia para combater a doença com Ivermectina ou Hidroxicloroquina droga anti-malárica usada no tratamento por tempo prolongado de doente com Artrite Reumatóide e que se saiba ninguém morre com aquilo que alguns empregados da Big Pharma diziam, só os Governadores de Estado ou os Prefeitos.
    No Japão, o governo através do Ministério dos Assuntos sociais e saúde autorizou o seu uso quando do pico do Delta, com resultados formidáveis, pode confirmar no site do governo japonês que tem partes sobre tudo o que se passa em inglês, chama-se transparência no país mais evoluído do mundo, para mim.

  • Obrigado, Doutor!
    Os DDT arrumaram todos os que não foram na onda como “negacionistas”! Tal como os que não vão na cantiga do CO2.
    Quantos bilhões não terão gasto desnecessariamente!!!!

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