Ideologia de género da Disney fracassa nas bilheteiras

A ideologia de género tornou-se omnipresente no dia-a-dia de todos nós. Não há uma série, filme ou telenovela, que não incuta a teoria queer na mente daqueles que ainda acreditam que são entretidos, e não doutrinados, diante dos ecrãs que os cercam por todos os lados. Actores, figuras públicas, jogadores de futebol (famosos, claro) e influencers (que vivem à custa dos seus seguidores) tornaram-se o referencial para aqueles que não têm outros referenciais firmes e presentes.   

Numa sociedade normal, todos concordaríamos que é melhor deixar a promoção de orientações e “identidades” sexuais para os adultos (porque, de acordo com a ciência, já têm maturidade para decidir com quem querem relacionar-se sexualmente) e não para as crianças (que, também de acordo com a ciência, não têm o cortex cerebral suficientemente desenvolvido para tomar decisões a longo-prazo e que não devem ser arrastadas para qualquer tipo de comportamento sexual tão precocemente).

A Disney, cujo público-alvo são as crianças, não deveria ter-se tornado em mais um braço armado do lóbi do abecedário colorido, que, certamente, financia fortemente todos os que promovem a sua agenda (de onde virá tanto dinheiro?).

Nesta época de Natal, altura em que a Disney costuma estrear um novo filme (ou adulterar os mais antigos, introduzindo personagens lgbtetc em nome da “diversidade”), as famílias foram brindadas com o pior lançamento de sempre, ou seja, com o seu último filme de animação infantil, Strange World (Mundo Estranho), que apresentou um personagem principal abertamente gay e… fracassou nas bilheteiras.

O filme, que custou mais de 120 milhões de dólares, só conseguiu arrecadar uns míseros 18,6 milhões de dólares num lançamento de fim-de-semana prolongado (5 dias) nos Estados Unidos. É o segundo pior desempenho da história da Disney. West Side Story, dirigido por Steven Spielberg, é o único filme que teve uma estreia pior.

De acordo com Daily Mail, Strange World conta com um elenco repleto de estrelas, incluindo a dobragem de Jake Gyllenhaal, Dennis Quaid, Lucy Liu e Gabrielle Union, e um orçamento entre os 120 e os 130 milhões de dólares.

Inicialmente, as expectativas para Strange World [Mundo Estranho] eram muito altas. A Disney projectara ganhar entre 30 e 40 milhões de dólares ao longo do fim de semana prolongado. No entanto, esses números foram rápida e significativamente revistos quando se percebeu que o público estava a reagir muito mal ao filme.

Tal como aconteceu, recentemente, com outros filmes de animação da Disney, incluindo Lightyear (outro decepcionante fracasso de bilheteira), Strange World usou a animação para promover as causas progressistas, ao incluir, pela primeira vez na história da Disney, um personagem principal abertamente gay.

Acredito que a grande maioria dos pais educa os seus filhos no sentido de respeitarem todas as pessoas, independentemente das suas preferências sexuais, mas também creio que a maior parte dos pais não está interessada em ter os seus filhos despertados e aliciados para o sexo tão precocemente nem em permitir que sejam doutrinados com ideologia de género. Conteúdos sexualizados não são apropriados para crianças. Elas precisam de brincar, ter a sua inocência e o seu desenvolvimento respeitados, e não devem ser expostas a orientações ou “identidades” sexuais desde a mais tenra idade. O tweet de um pai, o popular podcaster Patrick Bet-David, resume isto muito bem:

«Hoje levei as crianças ao cinema para assistir a um desenho animado da Disney chamado Strange World. Dez minutos depois do início do filme, o meu filho de 10 anos disse: ‘Pai, não tenho vontade de assistir a este filme. Podemos sair?’ Saímos. Os líderes da Disney esqueceram-se de quem é o cliente PAGADOR».

Por cá, recebi isto de um pai:

«Olá. Apenas (mais um) desabafo. Neste fim de semana decidi ir ao cinema em família, e acompanhei-me da minha esposa e dos meus 3 filhos (J… de 15, T… de 6 e S… de 5). Escolhemos um filme de animação versão portuguesa (porque o T… e o S… ainda não sabem ler) para que todos pudéssemos desfrutar sem ligar muito ao resumo do filme, pois o normal é que sendo para crianças (ou pelo menos era o normal noutros tempos) não teria nada que pudéssemos censurar. Filme da Disney… Um dos personagens, jovem rapaz adolescente, desabafa com o avô (típica personagem macho Alfa) sobre a paixoneta que tem… Que é na verdade um outro rapaz. Estranhamente, em vez de chocar ou merecer admiração do avô durão, pelo contrário, este apoia-o e incentiva-o a seguir em frente… O lobby LGBT está cada vez mais invasivo e manipulador… Saí muito desiludido… E já nem consegui perceber patavina da história.»

E, por favor, entendam, ser gay, lésbica, por exemplo, é sentir atracção sexual por pessoas do mesmo sexo.

É suposto que crianças pequenas sintam atracção sexual por quem quer que seja?

Qual é o pai (a não ser que seja pedófilo) que deseja ver os seus filhos despertados, desde tão tenra idade, para algo em que eles sequer pensam? 

Por que cargas d’água é que grandes ONGs internacionais, políticos e realizadores estão tão empenhados em sexualizar as crianças tão cedo?

Com que objectivos?

É apropriado impor uma agenda adulta às crianças?

Quando é que a Disney voltará a fazer conteúdos para crianças?

Depois de falir?

A maior parte dos pais, creio eu, ainda quer proteger os seus filhos de agendas sexualizadas, que os preparam para toda a sorte de promiscuidade sexual e, claro, para os pedófilos. As crianças merecem ser salvaguardas e protegidas. O entretenimento deve inspirá-las a usar a imaginação e a fazer o que é certo, não despertá-las para se iniciarem sexualmente e doutriná-las em ideologia de género 

Curiosamente, uma semana antes da estreia, o programa de televisão The Chosen (de cariz religioso) ficou em terceiro lugar nas bilheteiras americanas. The Chosen é o maior programa de televisão financiado pelo povo. O primeiro e o segundo episódios da terceira temporada estrearam nos cinemas e chocaram os media com o seu sucesso.

The Chosen baseia-se na fé e na família”, disse Hank Smith, escritor e professor do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade Brigham Young (Utah, EUA).

A Disney precisa deixar o activismo político de lado, se quiser voltar a merecer a confiança dos pais.


Maria Helena Costa

* A autora escreve segundo a anterior norma ortográfica.


** Assista a The Chosen no seguinte link: https://www.nytimes.com/2022/11/25/us/the-chosen-jesus-streaming-tv.html?smid=url-share

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