Há Zmar e Zmar, há ir e não voltar

Confesso, não me espantou a requisição civil temporária do empreendimento turístico Zmar, em Odemira, com o objectivo de garantir a quarentena dos trabalhadores migrantes afectados por um surto de COVID-19.

Tão pouco me espantou a requisição civil das 260 casas que integram o empreendimento Zmar, das quais 160 são de particulares, algumas dezenas de primeira habitação. São 160 famílias que, de um momento para o outro, se viram ameaçados de expulsão das suas casas na sequência da requisição civil das mesmas para garantia da quarentena de algumas centenas de migrantes.

Quem garante a estas famílias que os seus bens são mantidos em segurança? Quem lhes vai pagar os prejuízos? Poderão regressar às casas? Em que condições?

E não me espantou porque o actual PS pouco se distingue do BE e do PCP em matéria de respeito, melhor dizendo, falta de respeito, ao direito de propriedade.

A violação do direito de propriedade é uma marca do governo socialista. Atente-se na reversão das privatizações das empresas de transportes, quebrando contratos, fazendo voltar para a esfera do Estado, de forma inusitada e prepotente, empresas como a Carris, o Metro, a TAP e outras.

Parece óbvio que, em vez de requisitar casas de particulares para garantir quarentenas de assintomáticos, o Governo e a Câmara Municipal de Odemira, ela própria também socialista, deviam chegar-se à frente, alocando edifícios municipais ou da segurança social para esse propósito.


Ramiro Marques
*O autor segue a norma ortográfica anterior

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Latest comments

  • Temos o que merecemos e os que não votam por mera comodidade e que esmagadoramente são opositores da política vigente, ainda merecem mais.
    O socialismo termina quando acaba o dinheiro dos outros!
    Depois ficam muito irritados quando aparece um tal André e correm para lhe tapar a boca…!
    … mas não faz mal, é esperar que prescreva e continuar a gamar!!!

  • Imagino o susto que o ti Jerónimo terá apanhado ! O Costa e o Cabrita, com estes tiques “comunas”, qualquer dia resolvem alistar-se no PCP, e mostrar aqueles palonços (e em particular à Odete), como é que se faz o “PCP grande outra vez”!

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