Há uma guerra total contra os nossos filhos

Há uma guerra total contra as crianças e não há exagero algum nas palavras. Ignorá-la, é condená-las.

O que é que se está a passar com as crianças, desde a concepção até à idade adulta?

Milhões, estão a ser abatidas no lugar onde deveriam estar mais seguras; o útero materno. Outras tantas, estão a ser sequestradas dentro de casa e moldadas para não serem nada além dos seus impulsos sexuais; estão a ser violadas, abusadas, negligenciadas e usadas, por activistas sem escrúpulos que as vêm como futuras marionetas; estão a sofrer uma lavagem cerebral profunda por parte de muitos professores e influencers e a serem intimidadas pelos seus colegas. Estão perdidas e solitárias, deprimidas e cheias de pensamentos suicidas. Cortam-se e matam-se. A inocência está a ser-lhes roubada e não há um lugar seguro para se refugiarem.

Creio que podemos dizer que nenhuma geração da História esteve sujeita a um ataque demoníaco tão concertado e concentrado.

Desafio o leitor a colocar-se no lugar de uma criança hoje, e a percorrer a sua perigosa jornada, desde o útero até à vida adulta:

Desde o momento da concepção, a sua vida está em risco. Será que conseguirá sobreviver ao aborto? Mais de 70 milhões de bebés foram mortos antes de saírem do ventre… O direito à vida foi-lhes negado.

Hoje, mais do que nunca, fala-se em “acabar com o racismo”, e, convenhamos, um racista é alguém absolutamente desprovido de entendimento acerca da natureza humana e do facto de que todas as pessoas, independentemente da cor da sua pele, descendem de um único casal – Adão e Eva – que todos os seres humanos têm o mesmo valor e dignidade. Mas, onde está o movimento multi-milionário, Black Lives Mather, quando um ataque demoníaco é perpetrado contra bebés de pele preta? Onde estão os defensores das “vidas pretas”, quando os factos revelam que os bebés de pele preta têm menos de 75% de hipóteses de sobreviverem ao útero materno?

Sim. Um bebé de pele preta, concebido na cidade de Nova York, tem menos de 50% de hipóteses de sair vivo do útero. Como resultado, «de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, o aborto mata mais pessoas de pele preta do que a SIDA, o homicídio, diabetes, acidentes, cancro, doenças cardíacas … combinados».

Consegue olhar para este genocídio com os olhos secos?

Ok! Se está a ler isto, é evidente que sobreviveu à gravidez da sua mãe e saiu do útero para respirar fora dele pela primeira vez. «Parabéns! É uma linda menina!» ou »Parabéns! É um belo rapaz!» – Disse o médico, quando constatou o seu sexo.

Mas, nasceu num lar desfeito? Conhece a sua mãe e o seu pai, biológicos? Ou, o namorado da sua mãe abusa de si física e sexualmente? Ou, talvez a sua mãe se tenha decidido por uma “produção independente” e o seu pai seja um dador de esperma anónimo. Quem é você? Nunca saberá?

Mais uma vez, porém, este não é o seu caso. Tem uma mãe e um pai presentes, que adoram fazer coisas consigo e que o levam à biblioteca onde decorre um evento chamado Hora de Leitura da Drag Queen. Elas são tão coloridas… tão divertidas!

Alguns anos depois, na pré-escola, o professor lê-lhe livros de histórias, livros muito bonitos cheios de imagens coloridas. Alguns, mostram meninos a usar vestidos como os que viu nas princesas dos contos de fadas, com as unhas e os lábios pintados; outros, retratam uma menina com os seus dois pais ou com as suas duas mães… Tão alegres e felizes… O que parece menos feliz e tem um ar sombrio é o menino que tem um pai e uma mãe… O professor, bué de fixe, trata todas as crianças por um pronome neutro, pois considera que tratar os alunos por meninos ou meninas é fazer distinções de género desnecessárias. Todas, menos a Bela, a menina-trans, que é aquele menino que se veste de menina, usa as unhas e os lábios pintados, e gosta de usar um nome feminino… Esse (ou será essa?) deve ter a sua distinção de género afirmada e respeitada por TODOS, incluindo aqueles que não têm direito a ter a sua identidade sexual afirmada e respeitada e são tratados como “neutros”.

Quando entrar na Escola, a partir dos 6 anos, aprenderá mais sobre o “género” e ficará a saber de cor o significado de cada letra do abecedário lgbtqia+, representado por aquela bandeira colorida, omnipresente nas salas de aula, nos corredores, no átrio da Escola, nos livros, material escolar e até nas roupas e nos desenhos animados. Será convencido de que alguns meninos são realmente meninas, algumas meninas são realmente meninos, e que talvez isso se aplique a si, pois nasceu uma folha em branco e é na escola que deve aprender a construir-se com tantos géneros quantos quiser… Basta experimentar as mais diversas formas de se relacionar sexualmente – com homens, mulheres ou ambos – para depois, e só depois, ter uma identidade e pertencer ao colectivo da tal bandeira.

Em pouco tempo, e se ainda não descobriu, descobrirá também o maravilhoso mundo da internet, cheio de jogos para jogar. Aos 8 anos, se não for antes, será apresentada à pornografia e, se for uma criança normal, tenderá a experimentar o que vê.

Por volta dos 12 anos, o rapaz pelo qual se apaixonou pressiona-a a enviar-lhe fotos suas… nua. De repente, chega à escola e todos estão com os olhos colados nos telemóveis, a cochichar e a rir-se de si… As suas fotos já viralizaram e todos, incluindo os professores e trabalhadores da Escola, podem vê-la… nua.

Antes que perceba o que lhe aconteceu, estará a cortar-se «para lidar com a dor», pois já viu muitos vídeos sobre o assunto e sabe que é assim que as outras meninas da sua idade lidam com a dor… E, quando isso não funciona, tenta o suicídio. Tem 13 anos.

O que vale é que os seus pais têm muito dinheiro e podem mandá-la para outra escola. Ali, você faz novos amigos e conhece vários parzinhos lgbt, super-felizes, muito populares e super-protegidos pelas associações que os representam.  

Você fez catorze anos. A sua melhor amiga engravidou e fez um aborto sem que os pais soubessem. A Escola protegeu-a. Parece que apanhou uma doença sexualmente transmissível… Como conseguirá manter segredo sobre isso? E se precisar de ir ao médico? De tomar medicamentos?

Pensará nisso quando acontecer… Até lá, há que manter a mente ocupada com muita música e com os seus melhores amigos: os influencers das redes sociais, tão fixes, com aqueles cabelos coloridos, cheios de tatuagens bué de giras, gays, lésbicas, trans, não-binários, sábios e importantes, com milhares de seguidores. Sem dúvida, modelos que deseja seguir.

O seu irmão, entretanto, não gosta de música. Em vez disso, passa seis horas por dia a jogar aqueles videojogos violentos, sangrentos e sexualmente explícitos. Quanto aos seus pais, estão felizes e descansados por vocês passarem o dia no quarto, longe de problemas.  

Mas, há um grande problema lá na nova escola…. Todas as meninas são mais bonitas do que você e têm corpos perfeitos. Você sente-se o patinho feio… Todos os dias olha para o espelho e diz: “Odeio-te!”. Apesar de comer cada vez menos e de quase não encontrar roupa para o seu tamanho, nem na secção de criança, continua a ver aqueles pneus todos quando se vê ao espelho. Frustrada, volta a cortar-se.

Mas, nada parece mitigar a sua dor… Drogas? Você já deu umas passas. Os seus pais são a favor da legalização das drogas leves. Decide aumentar o consumo. Uau! Que sensações fantásticas… Já não se sentia tão feliz há muito tempo. Só que o corpo habitua-se e os baixos começam a ser muito piores do que os altos… Quase não sobrevivia à segunda tentativa de suicídio.

Sem saber como, mas talvez devido ao facto de os professores serem “muito fixes” ou de não quererem ver a sua nota prejudicada por lhe dar algumas negativas, você conseguiu terminar o 12º ano e os seus pais matricularam-na uma das melhores universidades do país.

Lá, aprenderá que Portugal é um país perverso cuja História deve ser reescrita (para se adaptar às reivindicações feministas/socialistas), que todos os brancos são racistas, que a crença no Deus judaico-cristão é absurda, que a moral é uma invenção dos cristãos (para impedir que as pessoas tenham prazer sexual), que a verdade absoluta não existe, que a realidade é a que cada um quiser que ela seja e que as coisas são o que você quiser que elas sejam (desde que, claro, a sua perspectiva esteja alinhada com a narrativa oficial da cultura do cancelamento). Quanto a disciplinas como História, Geografia, Ciências e Biologia, o que importa é como você se sente sobre tudo isso.

Mas, sejamos justos, você aprenderá e memorizará os pronomes de género que cada um prefere e, caso se atreva a discordar de qualquer coisa que esteja a ser-lhe incutida, aprenderá uma lição para a vida: é proibido discordar. Agora você está pronto para ser um adulto.

Baseado no artigo: https://www.christianpost.com/voices/coming-to-terms-with-the-all-out-assault-on-our-children.html


Maria Helena Costa

* A autora escreve segundo a anterior norma ortográfica.

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Latest comments

  • Descupe-me desviar um pouco sobre o tema, mas há um cenário que praticamente ninguém fala. São as crianças nos países em guerra, grandes catástrofes naturais ou ainda em países completamente destruídos.
    Abandonadas, perdidas, são presas ainda mais fáceis dos predadores para escravatura sexual e/ou para tráfico de orgãos.
    E, parace que há colheitas, que vão para a cosmética.
    Para não levantar muita controvéria, um país que ainda tem alguém que tenta fazer aluma coisa sobre o assunto.
    Fetal organ trafficking!
    https://odysee.com/Fetal-organ-trafficking!:5
    Questões mais complicadas como o trudeau ou o biden a cheirar as cabeças das meninas(vídeos não faltam), demonstram um desleixo muito grande do resto das populações.
    Justine Trudeau And His Pedophile Friends
    https://odysee.com/@The_Great_Reset:7/Justine-Trudeau-And-His-Pedophile-Friends:6
    E mais uma vez, um excelente texto.

  • Texto enganoso na medida em que transpõe para Portugal – sem contextualizar por amor à verdade – afirmações dum artigo sobre a sociedade americana, tão diferente da nossa em termos de raízes, história e tradições. Para mais sobre temas sérios como o aborto, questão Lgbq, educação dos filhos…
    Para lá do conteúdo discutível e opinável e os tons alarmistas dum léxico bélico, guerra total, crianças abatidas pelo aborto, ataque demoníaco… estamos perante uma comparação entre o elefante e a pulga. Ou seja, os Estados Unidos – um país novo multi-étnico e multi-cultural com mais de trezentos milhões de habitantes – e Portugal, um país com séculos de história, tradição judaico-cristã e dez milhões de habitantes. A mentalidade americana não é igual à mentalidade europeia.
    Quantas e quais escolas portuguesas correspondem à descrição?
    A página dum jornal não é um púlpito de onde se lançam anátemas contra os leitores ou emitem certificados de bom comportamento.

    • Eu disse que o texto se baseava no artigo do christianpost, mas adaptei-o para a realidade portuguesa. Só mesmo quem vive noutro planeta ainda não se apercebeu do que se passa…

  • Excelente comentário! Só faltou mesmo que soassem as trombetas do Apocalipse no dito artigo. Evidentemente, a vida está semeada de perigos e a escola tende a assumir um viés perigoso. Felizmente, esse viés vai sendo combatido pela maioria dos professores, que só querem o bem dos seus alunos. Como exemplo, veja-se o caso Mesquita Guimarães, no qual o Conselho de Turma aprova os alunos, mas o sinistro ministro vem chumbá-los, caso não obedeçam a “doutas” e indiscutíveis ordens.
    Há gente no poder em Portugal, desejosa de seguir o triste exemplo “woke” americano, mas daí ao catastrofismo deveria haver distância. Não é o caso de alguns radicais do partido Chega ( onde também há gente muito boa) aos quais interessa assustar para radicalizar. São estes últimos que acabam por gerar obstáculos a uma necessária frente de não esquerda que possa livrar-nos desta maioria que está no poder. Essa sim, parecendo aparentada com as Sete Pragas do Egipto.

    • Continue a enterrar a cabeça na areia… O caso Mesquita Guimarães só foi para tribunal porque o director do agrupamento decidiu que era a escola, não os pais, que tinha direito a educar os rapazes. Quanto aos radicais do CHEGA, deve conviver diariamente com eles e sabe mais do que eu sobre isso.

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