Há chumbos e… chumboys

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Miguel Marques da Costa, contratou para assessor jurídico do seu gabinete, em 18-11-2019, Tomás Baptista Costa dos Santos, licenciado em Direito em 2016, que chumbou no acesso à Ordem dos Advogados em 2019 (não se encontrando ainda inscrito) e num concurso para técnico superior especializado em Direito da autarquia de Almada, noticiou a Sábado a 17-02-2021.

Tomás Santos, ex-líder da Juventude Socialista do Seixal, não conseguiu tornar-se funcionário público. Mas foi agora nomeado assessor por despacho do secretário de Estado João Costa, auferindo um rendimento bruto de 3.700,39 euros. Não entrou no Estado pela porta do mérito, passa pela janela partidária.

Antes disso, Tomás estagiou um ano na sociedade de advogados de Francisco André, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro António Costa, que também tinha entre os sócios o atual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, irmão de Ana catarina Mendes, mulher de Paulo Pedroso. Em simultâneo, Tomás prestava serviços de “assessor permanente” ao think tank do PS, a Fundação Res Publica.

Coincidentemente, a investigação da Sábado chega no mesmo dia em que é amplamente noticiada1 a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga de suspender despachos assinados pelo mesmo secretário de Estado que tinham, como efeito prático, fazer regredir dois anos a dois alunos de excelência, à revelia das decisões dos conselhos de turma, por aqueles simplesmente não frequentarem as aulas da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Esta disciplina, que inclui no seu programa temas que a família alega serem da competência educativa dos pais, foi tornada obrigatória pelo atual executivo socialista para o 2º e 3º ciclos do ensino básico.

(1) rtp.pt; famatv.pt; cmjornal.pt; ionline.sapo.pt; sol.sapo.pt; visão.sapo.pt; publico.pt

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