Feministas defendem a definição de “género” de Trump e cancelam Biden

Um dia depois da tomada de posse do novo Presidente dos Estados Unidos, grupos de feministas contestaram no Twitter uma ordem executiva de Biden que altera a definição de “género” de Trump como sexo biológico, visando proteger pessoas que se auto-determinem “transgénero” da discriminação, noticia o jornal norte-americano Insider.

De agora em diante, transgéneros serão protegidos pelo Título IX, que proíbe especificamente a discriminação baseada no género auto-atribuído em instituições educativas como escolas secundárias e universidades. Significa que tais instituições não poderão impedir jovens “trans” de usar os balneários, instalações sanitárias e participarem em competições desportivas usando o género com que se identificam, independentemente do género atribuído aquando a matrícula.

Mesmo tendo surgido depois de Biden ter prometido proteger “americanos trans”, a controvérsia nas redes sociais provocada por grupos de feministas da segunda onda, comummente referidas com a sigla inglesa TERF (Trans-Exclusionary Radical Feminists), em português “feministas radicais trans-excludentes”, não deixou de chocar aqueles que julgavam que Biden seria um presidente feminista, ao eleger para vice-presidente a primeira mulher da história do país.

A polémica envolvendo a escritora J. K. Rowling, de meados do ano passado, teve a ver com esta mesma definição de género, em que algumas feministas exigem não ser identificadas como “mulheres cisgénero” ou “mulheres menstruadas” (para diferenciar das “mulheres trans”), em detrimento da sua definição biológica.

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