Farmacêutica Merck bloqueia Ivermectina

A farmacêutica Merck fez saber, a 4 de fevereiro passado, que o tratamento da COVID-19 com a droga Ivermectina, que está a ser usada em diversos países, não assenta em evidências científicas, nem deu provas de eficácia ou de segurança contra a COVID-19.

A Ivermectina foi aprovada em vários países e é indicada no tratamento da estrongiloidíase intestinal, doença causada pelo parasita nematóide Strongyloides stercoralis, e para o tratamento da oncocercose causada pelo parasita nematóide Onchocerca volvulus.

Como qualquer outro medicamento, tem contra-indicações: não deve ser tomado por pessoas hipersensíveis a qualquer um dos componentes do medicamento. Vide indicações terapêuticas.

Segundo o mesmo comunicado, a Merck faz saber: “Não acreditamos que os dados disponíveis suportem a segurança e eficácia da Ivermectina além das doses e populações indicadas nas informações de prescrição aprovadas pela agência reguladora”. Refere ainda que “os cientistas da empresa continuam a examinar cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes de Ivermectina para o tratamento de COVID-19 para evidências de eficácia e segurança”.

De referir que a OMS tem, há muitos anos, um programa de combate à Oncocercose, uma doença parasitária que provoca a chamada “cegueira dos rios”, em vários países de África, com o uso generalizado da Ivermectina.

Redação

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