EUA regressam ao acordo climático de Paris

Os Estados Unidos voltaram em 19-02-3021, oficialmente, ao acordo climático de Paris. O governo Biden já planeia cortes drásticos nas emissões de carbono pelos EUA nas próximas três décadas.

O acordo de Paris (2015) foi assinado por quase todos os países do mundo, com o fim de combater as chamadas “mudanças climáticas antropogénicas”. Destes países, os Estados Unidos foram o único a sair do acordo, na presidência de Donald Trump.

John Kerry, o novo enviado climático dos EUA, participou em eventos virtuais para marcar a reentrada dos EUA, incluindo eventos com os embaixadores no Reino Unido e Itália, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o enviado para as ambições climáticas da ONU, Michael Bloomberg.

Biden promete caminhar rumo às emissões líquidas zero dos EUA até 2050. Para tal, terá que fazer, de acordo com a opinião de alguns cientistas, cair as emissões para metade até 2030, se quiser evitar impactos que estes preveem devastadores no aquecimento do planeta.

Kerry, juntamente com a consultora para o clima de Biden, Gina McCarthy, estão a promover a elaboração de nova regulamentação e a criação de incentivos para acelerar a transição para energias limpas e abandono dos combustíveis fósseis.

As medidas em preparação serão a “espinha dorsal” da política de emissões de Washington, ou da “contribuição nacionalmente determinada”, que será anunciada antes da cúpula dos líderes climáticos globais que Biden acolherá em 22-4-2021. A próxima conferência climática da ONU será em novembro, em Glasgow, Escócia.

Apesar do entusiasmo com o retorno dos EUA aos acordos globais, os traficantes climáticos dizem que o processo de Biden enfrenta a oposição de empresas de combustíveis fósseis e alguma preocupação entre líderes estrangeiros acerca da mudança da política climática.


Redação

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