Estudo: falsos positivos explicam picos de casos e fracasso das vacinas

A segunda onda pandémica e seguintes da Covid-19 foram “derivadas de resultados falsos positivos”, pela identificação inexata do RNA do vírus, afirma-se no estudo em pré-publicação na revista científica Lancet Respiratory Medicine, denominado “Role of exosomes in false-positive covid-19 PCR tests: non-specificity of SARS-CoV-2-RNA in vivo detection explains artificial post-pandemic peaks”, da autoria dos professores Igor Khmelinskii, Peter Stallinga e Leslie V. Woodcock, da Universidade do Algarve, de novembro de 2021. O artigo ainda aguarda a revisão dos pares.

Segundo os autores do estudo, a indexação inexata do RNA do vírus SARS-CoV-2 explica também a “baixa taxa de sucesso das vacinas”.

O estudo começa por expor que as estatísticas oficiais “assumem a priori que os testes PCR são detetores 100% verdadeiros de infeções Covid-19″, oferecendo uma interpretação alternativa, com evidência convincente, de que “falsos positivos distorceram em algum grau as estatísticas dos primeiros surtos, responsáveis por quase a totalidade do segundo e subsequentes picos de ondas Covid-19 em vários países”.

Tal interpretação, avança, “oferece uma explicação da epidemiologia conhecida da Covid-19 mais consistente do que a da noção, até então consensual, de vírus extremamente contagiosos e de rápida mutação”.

Justificam os autores:

“O código de RNA contado em testes PCR, anteriormente atribuído ao SARS-CoV-2, pertence afinal a uma resposta do sistema imunológico induzida por vírus respiratórios através de células humanas que libertam exossomas, e que viciam os resultados do teste PCR. Os testes PCR têm especificidade zero ‘in vivo’ devido ao RNA dos exossomas. Os testes PCR mostram excelente especificidade ‘in vitro’ em amostras de outros vírus respiratórios. A baixa taxa de sucesso das vacinas é explicada pela identificação inexata do RNA do SARS-CoV-2.”

Aguarda-se a pronúncia de outros especialistas sobre este trabalho.

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