Estudo: Confinar ou não?

O confinamento obrigatório nacional e fecho de empresas não provocou “efeitos benéficos claros e significativos” na transmissão do vírus da Covid-19 na Alemanha, Espanha, EUA, França, Holanda, Inglaterra, Irão e Itália, do que as medidas menos restritivas e o comportamento individual voluntário no distanciamento social e na redução de viagens, que foram adotados na Coreia do Sul e na Suécia, na primavera de 2020, conclui-se no estudo “Assessing Mandatory Stay‐at‐Home and Business Closure Effects on the Spread of COVID‐19” (Avaliação do confinamento obrigatório e fecho de empresas na transmissão da Covid-19), de Eran Bendavid, Christopher Oh, Jay Bhattacharya e John P.A. Ioannidis, publicado no European Journal of Clinical Investigation, em 5-1-2021.

Estes investigadores ligados à Universidade de Stanford, dos EUA, usaram um modelo matemático para comparar os resultados das medidas nestes dois grupos de países. Contudo, os autores advertem que a comparação entre países é difícil devido a diferentes culturas e à relação das pessoas com os governos.

O líder do estudo, Jay Bhattacharya, é o autor, com Sunetra Gupta e Martin Kulldorff, da Declaração de Great Barrington, de 4-10-2020, e subscrita por outros cientistas, que recomendava a “proteção focalizada” nos idosos e doentes com patologias graves, de modo a prevenir os “impactos prejudiciais para a saúde física e mental das políticas prevalecentes da COVID-19”, em vez do confinamento geral. Desta forma, segundo os autores e subscritores, se atingiria a imunidade de grupo nos jovens e nas pessoas saudáveis.

Em oposição a esta declaração foi publicado em 14-10-2020, o Memorando John Snow.


Redação

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