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Carpir a Semana

PORTUGAL, O PAÍS MAIS DEMOCRÁTICO DA EUROPA


O The Economist está errado. O The Economist diz, no seu Index of Democracy, que Portugal é uma democracia imperfeita porque agora há menos debates parlamentares e porque a escolha do Presidente do Tribunal de Contas terá sido demasiado manhosa para o seu gosto.

O The Economist, que não leu Aristóteles nem Rousseau nem coisa nenhuma, não sabe nada de democracia. Portugal é hoje, com o Partido Socialista, o mais democrático de todos os países. O The Economist é aquele que chama a tudo o que é bom de “democrático”. Um bom pai é “democrático”, um bom líder é “democrático”, um bom juiz é “democrático”, um bom croissant é “democrático” e uma francesinha tem de ser “democrática”. A palavra perdeu todo o seu significado. Democrático é aquilo que vem do poder do “demos”, da multidão, do “povo”, legitimado pela soberania popular.

Ora aqui em Portugal o governo democraticamente eleito de Portugal domina a Justiça, a Comunicação Social e a Economia. O governo legitimado pela soberania popular domina o sector público e o sector privado. O partido com a maioria de lugares no parlamento domina o calendário da Assembleia, da Administração Pública, dos concursos e dos subsídios, domina o Ministério Público, o Tribunal de Contas, etc.

O The Economist está errado. Não existe democracia na Europa mais perfeita que Portugal. Aqui tudo é regido pelo governo democrático, à frente nas sondagens e aprovado pela maioria dos eleitores. O que faz falta, em Portugal, são coisas que não dependam dos resultados eleitorais, como tribunais independentes, órgãos de fiscalização, jornalismo íntegro, etc.


Zurzir pontilhado


 – Diogo Faro tinha por hábito incitar as massas neomarxistas do Twitter a infernizar a vida dos betos que escrevem crónicas n’O Observador. Agora é ele a vítima do ódio internáutico, depois de reveladas fotos do “comediante” em plena farra covideira. Os filhos da Revolução acabam sempre devorados pela canalha que os alça ao pedestal…

 – Portugal, país maravilha, país generoso. Só aqui um tipo como Diogo Faro, que vive num planeta na galáxia oposta a qualquer conceito de comédia, se auto proclama “comediante”…

 – António Barbosa foi afastado do seu cargo de responsável na delegação Norte do INEM. Quando reparou que havia um excesso de doses de vacinas anti-Covid 19, resolveu administrar as doses o mais rapidamente possível e vacinou o pessoal de uma pastelaria perto do hospital onde estava. A ideia era não desperdiçar doses que se iam estragar rapidamente. Criticado pelo seu pragmatismo, colocou o cargo à disposição. É possível que Barbosa se tenha precipitado mas teve em conta o bem de todos e não os da sua família ou grupo de interesses. Depois, perante o fariseísmo do costume, teve a dignidade de colocar o cargo à disposição. Não sabia que ainda havia portugueses assim…

 – O CDS sempre quis ser “british” e estas demissões na direcção são muito de quem quer parecer “british”. Eu gosto pouco de “british”, sempre gostei mais de “english”. Em “english” há uma palavra para as pessoas que tentam fugir dos navios a arder ou a afundar-se. “Rats”. É o que é…

 – Disse a Ana Gomes que o MRPP foi uma “grande escola da democracia”. É verdade, eu concordo. A julgar pelo sucesso económico de muitos ex-MRPP, diria que é muito melhor escola que a Porto Business School…

 – Joe Biden? Se a Jennifer López e a Lady Gaga aprovam, eu também aprovo. O meu compasso político é definido por este tipo de coisas…



Manuel Rezende

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