“Estamos aqui, somos QUEER, viemos pelos vossos filhos”

Essas são palavras de ordem cantadas numa (senão em todas) marcha lgbt+nãoseioquê deste ano.

Li muitos posts e comentários de pais revoltados, mas, infelizmente, nada disto é novo. Há 7 anos, em Fevereiro de 2016, no meu livro “Todas as coisas me são lícitas…”, na página 97, podia ler-se:

«Esteja atento! O lóbi gay não vai parar até ganhar os seus filhos para a sua causa. No Brasil, durante uma marcha do orgulho, podia ler-se numa faixa: “NÓS NÃO QUEREMOS GANHAR-VOS A VOCÊS, QUEREMOS GANHAR OS VOSSOS FILHOS”.»

Poucos acreditaram.

Mas, se recuarmos ao ano 1987, a um artigo escrito por Michael Swift, que trabalhou para uma publicação chamada Gay Community News, teremos uma evidência ainda mais chocante sobre o avanço da agenda lgbt+ de assédio às crianças. No artigo, que foi lido no congresso dos EUA pelo congressista William Dannemeyer, que também o incluiu no Registo do Congresso, pode ler-se:

Vamos sodomizar os seus filhos, emblemas da sua frágil masculinidade, dos seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los nas escolas, nos dormitórios, nos ginásios, nos vestiários, nos desportos, nos seminários, nos grupos de juventude, nas casas de banho dos cinemas, nas casernas do Exército, nas paradas de camiões, nos clubes masculinos, nas casas do Congresso, onde quer que homens fiquem junto com homens. Os vossos filhos tornar-se-ão nossos subordinados e cumprirão as nossas ordens. Serão refeitos à nossa imagem. Vão ansiar por nós e adorar-nos.

Todas as leis que proíbem a actividade homossexual serão revogadas. Em vez disso, serão expedidas leis que produzam o amor entre homens. Todos os homossexuais devem unir-se como irmãos; devemos unir-nos artística, filosófica, social, política e financeiramente. Só triunfaremos quando apresentarmos uma face comum para o odioso inimigo heterossexual.

A unidade familiar — campo crescente de mentiras, traições, mediocridade, hipocrisia e violência — será abolida. A unidade familiar, que só refreia a imaginação e reprime o livre-arbítrio, deve ser eliminada. Meninos perfeitos serão concebidos e criados em laboratório genético. Vão unir-se num ambiente comunitário, sob o controle e instrução de cientistas homossexuais.

Todas as igrejas que nos condenam serão fechadas. Os nossos únicos deuses são jovens bonitos. Aderimos a um culto de beleza, moral e estética. Tudo o que é feio, vulgar e banal será aniquilado. Desde que estamos afastados das convenções heterossexuais da classe média, temos liberdade para viver de acordo com os ditames da pura imaginação. Para nós demais não é suficiente.

Seremos vitoriosos porque estamos cheios da amargura feroz dos oprimidos, forçados a desempenhar partes aparentemente diminutas em seus tolos espectáculos heterossexuais por meio das idades. Nós também somos capazes de disparar armas e guarnecer as trincheiras da revolução final.

Trema, porco hetero, quando aparecermos diante de si sem máscaras. (SWIFT, MIchael, “Goals of the Homossexual Movement”, Gay Community News, 15-21 de Fev. de 1987)

Quando publiquei esta “declaração de ódio e guerra”, à família, num dos meus blogs, alguém decidiu sair em defesa dos seus autores:

Esqueceram-se da primeira frase do texto: “This essay is an outré, madness, a tragic, cruel fantasy, an eruption of inner rage, on how the oppressed desperately dream of being the oppressor.” Contexto é importante.

Ou seja: Para quem comentou, o facto de o autor ter escrito “Este ensaio é uma loucura, uma fantasia trágica e cruel, uma erupção de raiva interior, sobre como os oprimidos sonham desesperadamente em ser o opressor” esvaziaria o texto das ameaças expressas, da erupção da raiva interior deles – dos “oprimidos” – exposta em toda a sua malignidade. Mas, o que temos é, sem dúvida, um contexto recheado de raiva e ódio, que tem vindo a coagir, silenciar e punir todos aqueles que resistem a tornarem-se súbditos da bandeira colorida e a entregar-lhes os seus filhos de mão beijada.

Há uma batalha cultural a desenrolar-se diante dos nossos olhos.

Em 2011, o activista gay norte-americano Daniel Villarreal escreveu uma coluna na Queerty.com na qual afirmava que tinha chegado a hora de o lóbi lgbt+ admitir “doutrinar” crianças em idade escolar.

Em 2015, a activista gay canadiana Sason Bear Bergman, uma mulher que se identifica como um homem transgénero, escreveu: “Eu vim doutrinar os seus filhos na minha agenda LGBTQ (e não estou nem um pouco arrependida)”. Bergman não esconde nada e afirma que quer fazer as crianças “gostarem de nós”, mesmo que isso “vá contra a maneira como vocês (pais) interpretaram os ensinamentos da vossa religião”.

Assim, o facto de a NBC ter saído em defesa das palavras de ordem cantadas na marcha drag, na cidade de Nova Iorque, com o argumento de ser  algo que tem vindo a ser ouvido noutras marchas ao longo dos anos e que foi “tirado de contexto” por “especialistas, activistas e legisladores conservadores”, não muda as intenções expressas pelos colectivos lgbt+, que se introduziram nas escolas, nas redes socias, nos desenhos animados, nas séries e nos filmes, e que têm vindo a aliciar as crianças para as suas práticas. Aliás, já há dragqueens a afirmar, descaradamente,que estão a aliciar crianças, a tentar formar a próxima geração, em eventos da hora do conto como aquele que o Diogo Faro acompanhado pela dragqueen Belle Pepper leram a crianças dos 5 aos 9 anos de idade na FNAC.

Há anos que os colectivos lgbt+ radicalizados gritam “vamos atrás dos vossos filhos” e escrevem e cantam sobre brinquedos sexuais, pelos púbicos e matar pessoas. É irónico que quem os defende com chavões como “são apenas palavras” exijam que nós, que denunciamos as suas más intenções, usemos os seus pronomes preferidos e façam de tudo para censurar as nossas palavras (afinal, não são apenas palavras?). O facto de eles cantarem, há anos, que estão a vir atrás dos nossos filhos, só torna torna tudo mais perverso, assustador e perigoso.

A admissão acintosa e flagrante dos planos para doutrinar as crianças na ideologia lgbt+ está longe de ser um caso isolado, que aconteceu na marcha do “orgulho” de Nova Iorque.

Quem se lembra do vídeo daquele coral de homens gays, em 2021, no qual os cantores informavam os pais que “converteriam os seus filhos”? Na altura, também houve quem tentasse convencer-nos de que era apenas uma sátira…

O Daily Wire observou que o “cântico polémico ocorreu no momento em que as festividades do orgulho gay nos Estados Unidos e no Canadá apresentaram nudez desenfreada, incluindo um desfile, em Seattle, onde homens nus andavam de bicicleta à frente de crianças”.

Imagens da “Marcha do Orgulho” em Toronto, no Canadá, mostraram homens nus e pessoas vestidas com trajes sexualmente explícitos marchando e exibindo-se diante de crianças e perante a passividade da polícia.

As marchas do “orgulho” são uma forma de esquerdistas radicais e activistas radicalizados demonstrarem a força do lóbi e coagir a população.

Por cá, em Évora, realizou-se uma pride dos pequeninos para “crianças trans” (que nada mais são do que crianças nas mãos de adultos perversos). O cartaz que anunciava o desfile era ilustrado com cápsulas, comprimidos, chupa-chupas… Sugestivo? Parece que contou com 10 crianças… No momento em que se fala tanto da necessidade de mais medidas para combater a mutilação genital feminina, apresenta-se a castração química/hormonal, mastectomias duplas e ablação do pénis, a crianças?

Isto só está a acontecer porque o socialismo transformou a Escola numa linha de montagem e as associações lgbt+ em instituições de utilidade pública, e, juntos, tomaram a Escola de assalto.

As crianças estão na mira da batalha cultural e nós, adultos, precisamos de decidir se deixamos que sejam arrastadas por ela ou se a combateremos com todas as nossas forças. As crianças são como coelhinhos a correr no campo, alheios aos predadores que espreitam para os apanhar e despedaçar, e nós, pais, mães e avós, somos os seus únicos protectores. Somos responsáveis pela sua vida, pela sua educação, pela preservação da sua dignidade. A Declaração dos Direitos da Criança e a Constituição da República Portuguesa, conferem-nos esse direito inalienável.

Deixem as crianças em paz. Elas não pertencem ao Estado. Crime de ódio, é não as proteger da propaganda “elgebetista”, de modas perigosas e da auto-destruição.


Maria Helena Costa

*A autora escreve segundo a anterior norma ortográfica.

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