Enterrar o socialismo

Henrique Pereira dos Santos, no blogue Corta-Fitas, de 5-7-2021, publicou um poste muito interessante, “António Barreto, António Araújo e Nuno Palma”, sobre a controvérsia política relativa à vocalização pública de dados da evolução económica, educacional e social, durante o regime do Estado Novo e a sua comparação com os indicadores desde a revolução do 25 de Abril de 1974.

Falta a conclusão sobre a corrupção de Estado no regime socialista (uma deriva ditatorial do sistema democrático). Não foi apenas o impacto de desarticulação empresarial da revolução, a adesão à UE e ao euro, que provocou a regressão relativa de indicadores económicos no Portugal socialista (com curtos hiatos liberais de cariz… socialista nos costumes e… na economia) em comparação com os demais países europeus, mas o roubo dos recursos para projetos de escassa utilidade para permitirem comissões mais generosas e tachos maiores aos políticos decisores.

A raiz da polémica não está em dizer em público o que é conhecido na academia e empiricamente sabido pela geração dos “maduros”, nascida antes de 1945, e dos “boomers”, nascida entre 1945 e 1963, sobre a evolução dos indicadores, num ambiente ditatorial sem liberdades públicas, mas o facto de Nuno Palma ter constatado a falência do modelo socialista em Portugal. Sentiram-se atingidos todos aqueles que tiveram responsabilidades de direção, sustentação e até voto, no regime socialista de distribuição da pobreza, corrupção de Estado e generalização da subsídio-dependência em que temos vivido, com a cumplicidade da quase generalidade das elites políticas na órbita do PSD e do CDS.

Ou seja, corrupção e colaboracionismo. Exposta a falência política do modelo, socialistas e colaboracionistas da direita vieram protestar contra os factos. Os mais encarniçados têm sido até os que viveram do colaboracionismo com o socialismo corrupto e de maus costumes, desde o segredo bem guardado da pedofilia, à corrupção desbragada do socratismo e à desvergonha do costismo.

Então, o que fazer? Com a instauração do sistema da democracia direta, mudar de regime político, de paradigma social e de modelo económico.

Instaurar a democracia direta nos partidos (na escolha dos candidatos a todos os cargos políticos) e no Estado (transparência, escrutínio, referendos), com plena liberdade de expressão e responsabilização das redes sociais.

No regime político, enterrar o socialismo marxista, combater a corrupção (reformar as leis sobre a corrupção e terminar o controlo político do poder judicial) e apoiar a prosperidade sustentada e responsável.

No paradigma social, recuperar os valores cristãos.

No modelo económico, garantir a liberdade de criação de riqueza e terminar com a subsídio-dependência das pessoas, empresas e instituições da sociedade civil.

Mas tudo se resume, a enterrar o socialismo.


António Balbino Caldeira
Diretor

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  • Seria ideal se os regimes fossem como organismos que seguem as leis da natureza, ou seja corrigir, os erros que aparecem, mas falta cada vez mais massa crítica para tal, nas Universidades e escolas e na moral/Ethos da sociedade antiga que morre e hoje é quase residual.
    Se a UE, mostra exactamente isso, Portugal não é diferente, poderá sê-lo para pior. A Alemanha hoje governada desde sempre por interesses económicos cínicos, sabendo que depois da guerra o seu crescimento se deveu à alma da antiga Alemanha, mas muito à custa da força de trabalho da emigração bem integrada, o que hoje não é possível, basta olhar para a vizinha Bélgica, a França que nunca aprendeu com os erros do passado, a Holanda, a Suécia…
    A corrupção dos estados é iniciada pela corrupção das nações e dos povos, pela contágio dos novos marxismos, sem causas lógicas mas que acabam por enfraquecer esses mesmos estados, como se verifica hoje, na facilidade em como gente que deveria ser intelectualmente robusta, se torna de facto uma massa imensa intelectualmente débil, seja no conhecimento, seja naquilo que o termo débil quer dizer, sob o ponto de vista clínico, no caso debilidade mental adquirida, planeada há anos e amadurecida nas Universidade, como aconteceu há 40/50 anos com o marxismo/leninismo/maísmo, hoje recuperado para uma juventude sem referências da educação familiar, enfraquecida pelos próprios pais eles próprios despojados dos valores que os levaram a chegar a níveis sociais que conseguiram com esforço e conhecimento dos velhos mestres.
    O meu cepticismo repousa aí e decerto continuo a pensar que se poderá sempre dar uma pedrada no pântano, mas as miasmas são tantas que decerto o que ressalta, não é bom e um pântano não faz ondas.

  • Cuidado, o que eles diziam de Salazar também se lhes aplica : podem pegar de estaca!
    Por mim eram “cremados”, “incinerados”, ou qualquer outro método mais definitivo!

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