É “FALSO” que “mortes relacionadas com efeitos adversos de vacinas dispararam”?

Nos Estados Unidos da América, foi implementado, em 1990, um sistema de recolha de dados sobre efeitos adversos das vacinas, o VAERS (Vaccine Adverse Event Report).

Segundo um gráfico que circula na internet, nomeadamente Facebook, o número de mortes nos EUA relacionadas com vacinas disparou em 2021, após a campanha de vacinação contra a Covid, situando-se, à data da publicação, em mais de 3.000 para o ano incompleto contra pouco mais de 100 em anos anteriores completos.

O fact-checker Observador, que trabalha em parceria com o Facebook, que por sua vez mantém uma posição favorável às vacinas Covid, classificou esta informação como sendo falsa. Mas será mesmo?

O Observador começa por alegar que os dados do VAERS podem ser introduzidos por qualquer pessoa e não só pelo próprio, introduzindo um suposto viés nos dados brutos divulgados. Porém, mais à frente, o mesmo artigo explica: “De cada vez que uma notificação dá entrada no sistema, a equipa do VAERS investiga o sucedido, recorrendo aos registos médicos para perceber os detalhes da situação, de modo a poder concluir se foi a toma da vacina (ou não) que causou o evento adverso sério (que pode ser um óbito).”

Para que a informação fosse considerada uma “teoria conspirativa”, e portanto “falsa”, seria necessário tomar por verdadeira uma teoria ainda mais conspirativa. Implicaria que milhares de pessoas estivessem a relatar mortes que não ocorreram ou que, uma vez ocorridas, não estivessem ligadas à toma recente de uma vacina Covid. Implicaria, além disso, que quem gere o VAERS estivesse a validar mortes relacionadas à vacina sem recorrer “aos registos médicos para perceber os detalhes da situação”, contrariando aquilo que o próprio Observador indica ser o procedimento normal de registo das notificações.

O Inconveniente admite que os números reais sejam até maiores do que os casos notificados e que as causas dos efeitos adversos relacionados com a toma das vacinas Covid sejam multifactoriais, cabendo neste caso ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) analisar esses dados e concluir quantos, em concreto, podem ser exclusivamente imputados às vacinas Covid.

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Sub-diretor do Inconveniente

Latest comments

  • – Se tivermos em conta que as vacinas anteriores foram administradas a uma percentagem da população bastante inferior à da covid (factor que o autor pareceu querer ignorar).
    – Se tivermos em conta que as vacinas covid foram desenvolvidas em tempo record, e consequentemente menos testadas que as tais vacinas anteriores.
    Talvez o resultado não pareça assim tão chocante .
    – Se acrescentarmos que ainda assim as vacinas covid evitaram o colapso de sistemas de saúde, e dessa forma salvaram muitas vidas, ou pelo menos evitaram medidas de contenção mais drásticas, que também causariam muitas mortes!
    – Mas tem gente que nasceu para se queixar, e o melhor é fazer-lhes a vontade …

    • Também não me choca que haja esse número elevado de mortes na vacina. O que me choca é que a verificação de factos tenha considerado Falsa essa informação.

      • Tem toda a razão, o seu foco era de facto a distorsão do FC, e eu enviesei a conversa; as minhas desculpas pela menor atenção 🙂

  • WHY TRUST PHARMACEUTICAL COMPANIES?

    Pfizer – “Felony violation of the US Food, Drug and Cosmetic Act, including False Claims and Illegal Promotion….” (United States Department of Justice, September 2, 2009)

    Johnston & Johnson – “Kingpin Behind State’s Opioid Epidemic, Engaged with and funded dozens of industry “front groups” to spread false statements and promote broad and unfettered use of opioids for everyday pain; Johnson & Johnson engaged in media outreach to children and adolescents centered on the company’s pain management hook. Johnson & Johnson used sales “hooks” to specifically target women and returning war veterans; The number of babies born with Neonatal Abstinence Syndrome—horrible withdrawal due to exposure to opioids when the mother is pregnant—skyrocketed after 2000. (Office of the Oklahoma, United States Attorney General)

    WHY ARE PHARMACEUTICAL COMPANIES RUNNING OUR SCHOOLS AND OUR CITIES?

    Why are our senior doctors, scientists, and journalists, and parents having research censored, being fired from their jobs, being arrested, and having their bank accounts seized by Canadian, European and US governments for speaking about the problems they see with vaccines and mandates?

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