Drag queen obriga criança a sair da aula por negar 73 géneros

Infelizmente, muitos, talvez até antes de ler este artigo, vão dizer que isso foi no Reino Unido, que nunca acontecerá por cá, blá-blá-blá… Só que, cá, a nova-esquerda e a direitinha progressista, há muito decidiram introduzir a ideologia na Escola, impondo-a à população em geral sob máscaras como “combate ao bullying”, “inclusão”, “tolerância”, etc.

Quantos sabem, por exemplo, que já houve uma empresa portuguesa que fazia sessões de ‘drag queens’ para crianças? É verdade que já faliu, graças a Deus, mas creio que o Inconveniente foi o único meio de comunicação social a alertar sobre isso. Se não acredita, veja este vídeo, publicado na página de Facebook da organização, em cuja descrição se pode ler «Primeira reação de sempre de um bebé ao assistir a um directo Queen durante o Drag Taste Brunch. Por isso agora já sabes, traz as tuas crianças e bebés, todas as idades são bem-vindas», e veja um bebé de dois ou três anos, no seu carrinho de bebé, a assistir ao show de uma drag queen de cuecas fio dental a fazer malabarismo.

Portanto, não se surpreenda se, ainda esta semana, o seu filho chegar a casa a dizer que uma drag queen foi à escola ler histórias aos meninos.

Entretanto, a FoxNews noticiou que, no Reino Unido, onde a ideologia do género entrou nas escolas há mais tempo e onde há inúmeros relatos de drag queens a ler histórias a crianças, o governo da Ilha de Man suspendeu a Educação Sexual nas escolas depois de uma drag queen ter obrigado (acho que deveria ter escrito “alegadamente”) um aluno a deixar a aula, por este ter refutado o conceito puramente ideológico da existência de 73 “géneros”.

Chocados, pais de alunos que frequentam a Queen Elizabeth II High School emitiram e subscreveram uma petição a pedir uma “investigação imediata” sobre o programa curricular. A petição foi dirigida à diretora da escola, Charlotte Clarke, e assinada por mais de 500 pessoas, na qual se pode ler: “Consideramos que a presença de uma ‘drag queen’ na aula deixou os alunos alienados e claramente confusos com as informações discutidas durante a sessão e que são totalmente inapropriados”.

Já a vice-presidente da Comissão Paroquial de Marown, Eliza, afirmou que a drag queen ensinou a crianças de 11 anos que haveria 73 géneros, e que quando um aluno lhe respondeu que só havia dois, respondeu “tu aborreceste-me” e pediu ao aluno que saísse da aula.

Cox, porta-voz do Departamento de Educação, Desporto e Cultura, alegou ainda que um grupo de alunos foi ensinado a fazer sexo anal e oral, que outro grupo viu como enxertos de pele são retirados do braço de um paciente para criar um pénis artificial para um “homem transgénero”, e que as crianças estão demasiado traumatizadas para falar com os pais sobre o que aconteceu.

A Ministra da Educação da Ilha de Man, Julie Edge, disse que o Departamento de Educação, Desporto e Cultura tomou a “decisão de interromper todos os conteúdos de Educação Sexual (RSE) nas escolas primárias e secundárias” e informou que não poderia comentar mais nada até que os factos sejam devidamente apurados.

A ilha, uma dependência da coroa britânica, teria introduzido um novo currículo RSE em Setembro. Cox informou que um professor da ilha teve de ensinar um grupo de meninos e meninas de 11 a 13 anos a masturbar-se, e que outro professor se terá sentido desconfortável com o novo currículo e disse aos alunos: “por favor, não me ouçam”.

Como chegámos até aqui?

Em 1934, o antropólogo J. D. Unwin realizou uma investigação científica abrangente na qual analisou a relação entre sexualidade e cultura, cuja conclusão foi a seguinte: quanto maiores são as restrições sexuais, mais elevado é o nível cultural; quanto menos restrições sexuais houver, mais baixo é o nível cultural (J. D. Unwin, Sex and Culture, 1934).

Mais recentemente, Aldous Huxley, no seu livro Admirável Mundo Novo, “profetizou”:

“À medida que a liberdade política e económica, diminui, a liberdade sexual tem tendência para aumentar, como compensação. E o ditador […]  fará bem em encorajar essa liberdade. Juntamente com a liberdade de sonhar em pleno dia sob a influência de drogas, do cinema e da rádio, ela contribuirá para reconciliar os seus súbditos com a servidão que lhes estará destinada.” (Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, Antígona, pág. 33).

Não sei se gostaria de viver tempo suficiente para ver a cultura a penalizar a violação dos seus padrões sexuais. Hoje, os donos-disto-tudo impõem-nos a dissolução absoluta dos padrões morais, e quem se atrever a insurgir-se contra é severamente punido com sanções legais e exclusão social. Ou seja: no tempo “destes senhores”, expressar opinião contrária ao mainstream cultural [modelo de pensamento dominante] já é crime. A ditadura está de volta e o descalabro é já ao virar da esquina. Que venha o dilúvio!


Maria Helena Costa

*A autora usa a anterior norma ortográfica.

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