Da pandemia climática

É difícil compreender e aceitar a histeria climática que se instalou no mundo ocidental em geral, fundado num boato “científico” que reduz a temperatura global da Terra ao efeito de estufa de alguns gases da atmosfera, em que o mais perigoso seria o CO2 – que se quer banir apesar de ser um dos três suportes da vida na Terra: CO2, água e luz solar.

Por cá, ouve-se a toda a hora nos meios de comunicação dominantes falar das alterações climáticas causadas pelo CO2 que resulta da queima de combustíveis fósseis. Os ativistas do clima organizam eventos, pintam fachadas, colam-se à parede, destroem obras de arte, alguns até mostram o traseiro a governantes exigindo medidas mais radicais para combater as alterações climáticas, numa manifestação de insanidade mental grave.

Os menos transtornados organizam eventos tais como corridas a pé ou de bicicleta pelo clima, convocam os jornalistas para fazer a cobertura e estes dão o devido destaque nas suas peças, falando de forma automatizada das alterações climáticas, todos especialistas do clima que despejam a sua verborreia nos jornais e televisões – já sabem a cartilha de cor e salteado.

Os peritos em marketing usam slogans como “salvar o planeta”, “planeta verde”, “economia circular e sustentável”, “reduzir a pegada de carbono”, para publicitar quase tudo ou promover projetos “verdes”, numa manipulação abjeta dos consumidores e contribuintes.

Poderíamos pensar que os nossos governantes fossem mais moderados em relação às alterações climáticas antropogénicas, mas eles acatam cegamente as orientações que chegam da União Europeia e da Organização das Nações Unidas no sentido do abandono completo e gradual dos combustíveis fósseis.

E assistimos impávidos à instalação de geradores eólicos e centrais solares em quantidades exageradas o que, por seu lado, vai exigir a instalação de sistemas de armazenamento caríssimos como a produção de hidrogénio ou instalação de baterias gigantes, num delapidar de recursos económicos que poderiam servir para suprir necessidades mais prementes, isto é, se os governantes não estivessem contaminados pela loucura das “alterações climáticas antropogénicas que resultam da queima de combustíveis fósseis que libertam CO2 que causa o efeito de estufa, que aquece o planeta, que faz subir o nível dos oceanos, que provoca incêndios, inundações e até pandemias” – a cartilha climática.

A pandemia climática é de tal ordem que levou a Assembleia Nacional a aprovar, em novembro de 2021, uma Lei de Bases do Clima, imagine-se, como se o clima fosse um tema tão ou mais importante como a Saúde, a Educação, etc. Esta lei diz, no seu artigo 1.º, que se trata da definição das bases políticas do clima; afinal trata-se de uma agenda política. No artigo 2.º, decreta uma emergência climática; explica contudo que não é um estado de emergência (mas pode caminhar para isso). Esta Lei de Bases do Clima foi aprovada por quase todos os partidos representados na Assembleia (PS, PSD, BE, CDS-PP, PEV, PAN, CH e deputadas não-inscritas), abstenção do PCP e voto contra da IL.

Lendo em diagonal aquele chorrilho de asneiras, deparo-me, no artigo 45.º, com esta pérola:

É proibida a outorga de novas concessões de prospeção ou exploração de hidrocarbonetos no território nacional.

Um país que gasta milhares de milhões com a importação de gás e petróleo, proíbe praticamente a exploração desses recursos em território nacional?

Haverá fim à vista para esta pandemia?

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Sub-diretor do Inconveniente

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