Cravinho filho despreza chefes militares

Imagem editada pelo Inconveniente

João Gomes Cravinho, ministro da Defesa do governo socialista apoiado pelo PCP e BE, levou ao Conselho de Estado uma proposta de revisão da Lei de Defesa Nacional e da Lei Orgânica das Forças Armadas que “só fez chegar aos chefes dos ramos poucas horas antes de reunião definitiva” desta sexta-feira, conta o jornalista Vítor Matos, no Expresso, de 20-3-2021.

O Conselho Superior de Defesa Nacional foi convocado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para se pronunciar em 15-3-2021, sobre as alterações às duas leis que o Governo pretende apresentar na Assembleia da República. Como de costume, nada foi revelado sobre a reunião.

O Conselho Superior de Defesa Nacional tem a seguinte composição: primeiro-ministro; vice-primeiro-ministro e ministros de Estado, se os houver; ministro da Defesa Nacional; ministro dos Negócios Estrangeiros; ministro da Administração Interna; ministro das Finanças; ministros responsáveis pelas áreas da indústria, energia, transportes e comunicações; Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas; representantes da República para as Regiões Autónomas; presidentes dos governos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira; presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República; Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea; dois deputados à Assembleia da República. Aparentemente, o ministro Gomes Cravinho terá feito modificações nas propostas e delas só deu conhecimento aos chefes do Exército, da Armada e da Força Aérea, horas antes da reunião do Conselho de Estado.

Segundo a notícia do Expresso, a proposta “está a revoltar dezenas de oficiais-generais na reforma, antigos chefes militares e os próprios chefes de Estado-Maior dos três ramos, que apresentaram reservas muito fortes às alterações”.

A proposta concentra poder no Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o almirante António Manuel Fernandes da Silva Ribeiro. Então contra-almirante, Silva Ribeiro era maçon da Loja José Estêvão do Grande Oriente Lusitano (GOL) em 2009-2010 – conforme a lista de 1.950 membros desta obediência maçónica que republicaremos em seguida neste jornal.

O ministro João Gomes Cravinho parece, assim, orgulhar-se de desprezar publicamente os chefes militares dos três ramos das forças armadas (Exército, Marinha e Força Aérea). Uma atitude arrogante à moda do seu pai, João Cardona Gomes Cravinho, que a adquiriu no leninista MES antes de passar à fraternidade elitista da “Loja O Futuro”, do GOL.

Em 2009-2010, o almirante Silva Ribeiro e João Cravinho, pai do atual ministro, estavam inscritos no Grande Oriente Lusitano. Não é conhecido se, entretanto, pediram quitte placet (atestado de quite), solicitando dispensa da organização secreta. Embora, como se diz na maçonaria, “once a mason, always a mason”. Tal como não se sabe se o atual ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, também é, ou foi, maçon, do GOL ou de outra obediência.

A biografia oficial, no EMGFA, do almirante Silva Ribeiro é omissa sobre a filiação no Grande Oriente Lusitano. Embora apresente uma extensa lista de organizações de que faz parte: “Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica de Marinha; Academia de Marinha; Centro de Estudos do Mar; Liga dos Combatentes; Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo; Centro Português de Geopolítica; Comissão Portuguesa de História Militar; Revista Militar; Revista Nação e Defesa; Revista Segurança e Defesa; Clube Militar Naval; Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada; Grupo de Amigos de Olivença; Revista de Relações Internacionais; e Revista de Ciências Militares”.


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