COVID-19 | Os sete pecados capitais da OMS

De 11-3-2020 (data da declaração da pandemia) até 2-9-2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não fez qualquer recomendação a favor ou contra a utilização de fármacos na profilaxia ou tratamento da doença COVID-19. Apenas fez recomendações de higiene e de alívio de sintomas (paracetamol), sobejamente conhecidas.

Acerca de fármacos para profilaxia/tratamento da COVID, a OMS fez, até 24-9-2021, sete recomendações, a favor e contra, a saber:

Em 2-9-2020, é publicada a primeira recomendação da OMS relativa a uma classe de medicamentos chamados de corticosteróides sistémicos. A recomendação é contra, excepto em pacientes com COVID severa ou crítica.

Em 20-11-2020, a OMS faz a segunda recomendação “condicional” contra a utilização do remdesivir no tratamento da COVID.

Em 17-12-2020, sai a terceira recomendação da OMS contra a utilização de lopinavir/ritonavir no tratamento da COVID. No mesmo dia, a OMS recomenda contra a utilização da hidroxicloroquina no tratamento da COVID.

Em 20-12-2020, a OMS recomenda contra a utilização da ivermectina fora de ensaios clínicos para tratamento da COVID.

Em 6-7-2021, a OMS recomenda a favor a utilização de bloqueadores de recetores IL-6 (tocilizumab ou sarilumab) no tratamento de doentes severos ou críticos.

Em 20-9-2021, a OMS adiciona à lista de recomendações “condicionais” favoráveis o casirivimab e imdevimab, mas com critérios de escolha rigorosos por se tratarem de medicamentos muito caros.

Desta lista de recomendações não consta qualquer tratamento ou procedimento profilático ou precoce – nem gargarejos –, o que não sucede relativamente às novas vacinas contra a COVID, havendo inúmeras recomendações favoráveis (ver página das vacinas COVID-19 da OMS).

Compare-se a lista de recomendações da autoridade máxima da saúde mundial com a do site c19early, onde é feita uma lista de tratamentos profiláticos e precoces contra a COVID-19, com a alegada eficácia, o número de estudos efetuados, o número de pacientes e o custo:

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