Covid-19: eu sei lá se é o chinês…

No dia 24-5-2021, o Wall Street Journal noticiou que três investigadores do Instituto de Virologia de Wuhan, China, adoeceram cerca do dia 19-11-2019 com sintomas semelhantes aos da Covid-19, relançando a questão da origem laboratorial do vírus SARS-CoV-2.

A origem do vírus é importante para a prevenção de futuras epidemias virais e deve ser determinada com rigor. Há três hipóteses sobre a origem da Covid-19: o vírus passou de animais para humanos (zoonose); o vírus escapou acidentalmente do laboratório; e, por último, o vírus foi criado e passado intencionalmente para o exterior deixado para provocar o pior desastre jamais causado pelo homem.

No seguimento da notícia, o Wall Street Journal relatou no dia seguinte, que Washington pediu novos estudos sobre quando, onde e como, a pandemia começou. Ao passo que Pequim defende que outros países deviam ser escrutinados.

O sociólogo conservador Steven W. Mosher, especialista em assuntos chineses, está convencido que o vírus teve origem no laboratório de Wuhan e fundamenta esta convicção num artigo de opinião, de 27-3-2021, no New York Post. Mosher foi proibido de entrar na China em 1981, por ter divulgado dados sobre o regime comunista chinês. Pela mesma razão foi depois expulso da Universidade de Stanford nos EUA onde lecionava antropologia.

No referido artigo, Mosher diz o seguinte:

“O Instituto de Virologia de Wuhan não é o Instituto Nacional de Saúde, diz David Asher. Estava a operar um programa secreto e classificado. Na minha opinião, e eu sou apenas uma pessoa, era um programa de armas biológicas.”

Esta é uma carga explosiva, dados os milhões de mortes que resultaram do coronavírus, sem falar dos biliões de dólares dos danos económicos que resultaram do confinamento.

O primeiro “grupo de casos”, relata ainda Asher, ocorreu entre o pessoal do laboratório no outono de 2019. E “a própria major-general Chen Wei, chefe do programa de pesquisa de armas biológicas do Exército de Libertação do Povo [o exército chinês], correu para Wuhan para lidar com isso. Porquê? Não é absurdo pensar que pode ter sido um dos patogénicos da general Chen que escapou do laboratório.”

Um outro artigo da Fox News, de 25-5-2021, adaptado do comentário de abertura de Tucker Carlson na edição de 24-5-2021 do seu programa televisivo, dá conta que Anthony Fauci, virologista diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID) do governo Biden, estaria desde o início a par da situação:

“Na verdade, ouvimos dizer que em 19-11-2019, ou por volta dessa data, justamente na época em que os pesquisadores chineses se tornaram os primeiros pacientes Covid do mundo, o governo da Tailândia contactou o CDC [o Center for Disease Control and Prevention, dos EUA] e o escritório de Tony Fauci para dizer que seu serviço de inteligência havia detectado “anomalias biológicas” no laboratório em Wuhan. Por outras palavras, houve um vazamento.”

Anthony Fauci – o homem responsável por toda a resposta à Covid-19 nos EUA – disse à CBS News, no dia 5-5-2021 que nunca ouviu falar das descobertas do Departamento de Estado no laboratório de Wuhan e descarta a origem artificial do vírus, posição que já tinha assumido contra as declarações de Trump de que teria n a uma fuga no referido laboratório.

O famoso imunologista admitira, porém, no início de maio de 2021, que já não estava convencido de que a pandemia Covid-19 tenha tido origem natural, segundo a CNN, de 24-5-2021.

Tucker Carlson da Fox News, no comentário atrás referido, também cita Steven Mosher:

“Bem, acho que escapou do laboratório porque temos o governo chinês a dizer-nos basicamente que sim… Wuhan é o único laboratório de nível 4 em toda a China. Então seria aí que se colocaria um agente patogénico perigoso, quer tenha sido modificado geneticamente para se tornar uma arma ou não. É onde se faria experiências com ele. Então faz sentido que o epicentro da epidemia, que o laboratório ali seja a fonte daquele vírus.”

Obviamente, a China, após a saída do artigo mencionado acima do Wall Street Journal, já veio desmenti-la, segundo o DN l, de 24-5-2021.

A questão da origem do vírus SARS-CoV-2, de enorme importância para a prevenção de futuros “erros”, poderá permanecer envolta em mistério uma vez que está emaranhada num conflito político e diplomático. A China tentará, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), fazer valer a sua verdade, contra todas as evidências que venham a ser recolhidas e que a contrariem, mesmo depois de ter impedido a entrada de investigadores da OMS em Wuhan em janeiro e de, agora, a própria OMS ser acusada de ignorar centenas de páginas de informações.

Mas há uma verdade que não pode ser alterada, como o Inconveniente noticiou: a China já estudava o uso militar de coronavírus em 2015. Se o vazamento foi intencional, trata-se efetivamente de um ato de guerra biológica que já causou a morte de milhões de pessoas; se foi um vazamento acidental, é bom que parem com pesquisas (gain-of-function – modificação genética em laboratório de um vírus para aumentar a sua transmissibilidade e letalidade nos humanos, por forma a responder antecipadamente a potenciais epidemias) relacionadas com armas tão mortíferas e que afetam o mundo inteiro; e mesmo que tenha sido uma zoonose, quem semeia ventos, colhe tempestades, e o Partido Comunista Chinês não se livrará facilmente da suspeita de ter sido responsável do pior desastre causado pelo homem na história da humanidade.


Henrique Sousa

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  • O problema já nem é saber se o vírus veio do laboratório Whuan, o problema é saber quem são os virologistas e os estados ocidentais que venderam a sua segurança ao PCC e à RPC, entre os quais Fauci, no tempo de Obama e saber até ao pormenor como e porquê este laboratório foi financiado pelo grupo de Obama e por exemplo também pelo governo francês, na sua construção.
    A colaboração está em artigos científicos que paulatinamente têm sido retirados.

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