Contratos de vacinas investigados na UE: “O maior contrato é o menos transparente”

Após a União Europeia (UE) ter contratado mais 1,8 mil milhões de doses de vacinas Covid (num total de 4,2 mil milhões), a Procuradoria Europeia decidiu anunciar, no dia 14-10-2022, uma investigação aos contratos.

Kathleen Van Brempt, presidente da comissão especial para a Covid-19 e eurodeputada, numa sequência de três tuítes no mesmo dia, refere que a sua comissão está a acompanhar o assunto da falta de transparência da compra de vacinas, e atira à Pfizer/BioNTech questionando por que o maior contrato é o menos transparente.

“Precisamos saber por que o maior contrato é o menos transparente. Precisamos entender por que a UE é obrigada a comprar 1,8 bilhões (mil milhões) de vacinas Pfizer/BioNTech, independentemente das necessidades, independentemente de novos e melhores players terem entrado no mercado”.

Finaliza dizendo:

“Muitos contratos da UE salvaguardaram um ‘direito’ de compra, mas com o contrato da Pfizer temos mesmo a ‘obrigação’ de comprar. Por que nos desviámos do procedimento normal para um contrato que cobre muitas vezes as nossas necessidades, para um período em que todos já estariam vacinados (2022 e 2023)”.

A sequência de tuítes foi uma resposta ao tuíte da Procuradoria Europeia (EPPO), dizendo que o gabinete “confirma que tem uma investigação em curso na aquisição de vacinas Covid-19 na União Europeia. Esta confirmação excepcional surge pelo altíssimo interesse público. Nenhum outro detalhe será divulgado nesta fase”.

Desde 2021, a Comissão Europeia negoceia em nome da UE uma carteira de vacinas de várias multinacionais farmacêuticas. Oito contratos foram celebrados com os fabricantes, sendo a maioria deles com o consórcio Pfizer/BioNTech.

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